Hoje é a CNN que pergunta qual a melhor equipa?
E passem aos amigos e conhecidos...
Vencemos!
Estamos na final!
Agora vou tomar um suminho de laranja!










PARABÉNS PORTUGAL!







PARABÉNS PORTUGAL!










Se Durão Barroso aproveitar o facto de ocupar a presidência da Comissão Europeia para fazer pela Europa o mesmo que fez pelo país, há uma forte hipótese de, dentro de pouco tempo, a Europa estar na cauda de Portugal.
Hino da bola
nobre povo
nação valente imortal
ganhai hoje de novo
mais um jogo para Portugal
entre as brumas da memória
ó pátria sente-se a voz
de Eusébios e outros mais
que hão de guiar à vitória
aos golos , aos golos !
sobre a relva de Alvalade
aos golos , aos golos
pela pátria jogar
contra a Holanda ganhar – ganhar










FORÇA PORTUGAL!







FORÇA PORTUGAL!










- Não te vás embora, respondeu o rei que tinha orgulho em possuir um súbdito. Não te vás embora, faço-te ministro!
- Ministro de quê?
- Da... da justiça!
- Mas não há ninguém para julgar!
- Não se sabe, disse-lhe o rei. Ainda não dei uma volta pelo reino. Estou muito velho, não tenho lugar para uma carruagem e canso-me a caminhar.
- Oh! Mas eu já vi, disse o princípe, inclinando-se para lançar nova vista de olhos pelo outro lado do planeta. Lá adiante não há ninguém...
- Farás, então, o teu próprio julgamento, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar-se a si próprio do que julgar outrem. Se conseguires julgar-te, provas que és um verdadeiro sábio.
O Principezinho (Antoine de Saint-Exupéry)
… de fotografias. Foi há 23 anos. Mais precisamente há 23 anos e um dia.
Pois é, este post era para ter sido posto ontem. Mas ontem não houve tempo.
Voltando à seca de fotografias... A que se anexa é apenas um niquinho de uma, numa série de algumas trezentas que registaram, para a posteridade familiar, todos os pormenores e momentos da cerimónia que formalizou a ilegal e pecaminosa (lol...) união em que viviam, há quatro anos, o menino Vitor e a menina Ana.
A cerimónia realizou-se a pedido das inconformadas familias de ambos. Por eles, tinham dispensado a dita. Mas... até foi giro... E ficaram as fotos para... mais tarde recordar.
«Se Durão Barroso foi escolhido pelo voto de sete milhões de portugueses, deveremos achar bem que o seu sucessor - com todas as dificuldade que vai enfrentar - seja escolhido por 70 dirigentes partidários?» questiona Freitas do Amaral, numa Carta Aberta ao Presidente da República, Jorge Sampaio, pedindo que este dissolva o Parlamento e convoque eleições antecipadas, antes do PSD lhe propor um nome para substituir o actual primeiro-ministro.
A foto não presta, a máquina não presta, o fotografo não presta, o governo não presta.....mas a música foi maravilhosa.
Mas o que é que esperava, quando se junta a deliciosa voz de Dulce Pontes com a primorosa música de Ennio Morricone?!
Não vale a pena dizer mais nada, pois não conseguiria traduzir em palavras aquilo que ontem aconteceu no Anfiteatro Keil do Amaral, em Lisboa.
Nascimento do aviador e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944).
Das suas obras destaca-se “Le Petit Prince” (1943) um dos maiores best-sellers de sempre.
Hoje, às 22 horas, no Anfiteatro Keil do Amaral, em Monsanto – Lisboa –
grandioso concerto do Maestro Ennio Morricone e Dulce Pontes com a Roma Sinfonieta Orquestra.
Este evento - "il Maestro" não quer que lhe chamem "espectáculo". «Não é um espectáculo. Faço música. Não somos bailarinos.», esclareceu Ennio Morricone - integra-se no programa das Festas de Lisboa, organizado pela respectiva Câmara Municipal, em resposta a um pedido da organização do Euro2004 para que levasse a cabo um grande acontecimento cultural no decorrer das referidas Festas.
A entrada é livre.
*****
O programa está dividido em duas partes, abrindo com um punhado de temas instrumentais, entre "Os Intocáveis", "Era Uma Vez Na América" e "Novo Cinema Paraíso", em que Morricone dirige a sua jovem orquestra Roma Sinfonietta. Dulce Pontes chegará depois, para interpretar "Luz prodigiosa" ou "La ballata di Sacco e Vanzetti", mas os temas inéditos do álbum "Focus" estão reservados para a segunda parte, que encerrará com temas de "O Bom, O Mau e o Vilão" e "Por Mais Alguns Dólares" acompanhados pela voz de Dulce Pontes.
A receita obtida até ao momento pelo novo trabalho de Michael Moore, “Fahrenheit 9/11”, é já superior à receita total obtida pelo anterior filme do cineasta, “Bowling for Columbine”, o qual chegou a ser galardoado com um Oscar.
Acusado pelos seus detractores de ser um panfleto anti-George W. Bush, o filme do realizador Michael Moore, “Fahrenheit 9/11”, tem sido um estrondoso sucesso de bilheteira nos Estados Unidos, angariando, em apenas três dias, 17 milhões de Euros.
20 Anos
A edição de 2004 do Festival de Almada, comemorativa do 20º aniversário deste grande encontro anual de teatro, ocorre num contexto difícil. A crise que afecta o País teve, este ano, reflexos graves no orçamento do Festival e só o grande esforço despendido e a imaginação aplicada na procura de novas soluções tornaram possível que a imagem deste acontecimento central do teatro português não sofresse prejuízos irreparáveis.
Com um orçamento que ronda os 95.000 contos (menos 13.000 que em 2001), só o estabelecimento de novas parcerias e a colaboração compreensiva de muitas entidades e participantes permitiram a manutenção do nível de qualidade artística e a diversidade estética que são características deste Festival. Mas há uma reflexão que se impõe e que não evito: o Festival não pode continuar a crescer, como, decerto, se deseja, dadas a sua função e importância, se não se alterarem os parâmetros de avaliação que determinam o seu financiamento, fundamentalmente por parte dos poderes públicos.
Com frequência, aparecem na Imprensa estrangeira referências ao Festival de Almada, que o integram no grupo dos grandes Festivais europeus. Se compararmos o orçamento deste Festival com o de alguns desses outros (que ultrapassam, em vários casos, o milhão de contos, e noutros os dois milhões) compreende-se o que significa pôr de pé todos os anos este evento. Alguns Festivais de teatro na vizinha Espanha, reconhecidamente mais modestos que o de Almada, têm orçamentos que são o dobro e o triplo do nosso.
Compreendem-se as dificuldades do País e compreende-se o País. Mas constitui um sinal de uma política cultural inteligente (e sobretudo quando os meios não abundam) a aposta naquelas estruturas e iniciativas que revelam potencialidades invulgares e que podem (como é o caso) contribuir para o prestígio do País no Estrangeiro e para o desenvolvimento do nosso próprio teatro.
O Festival de Almada atingiu, 20 anos depois da sua fundação, de forma prudente, modesta, mas plena de confiança nas suas possibilidades, um lugar limite, a partir do qual enfrenta um perigoso dilema: ou continua a crescer e a afirmar-se graças a uma evolução orçamental adequada às novas exigências, ou não poderá fugir ao destino de tantas outras iniciativas que, por falta de visão, entram em declínio e, por fim, desaparecem.
Quisemos que os 20 anos do Festival fossem marcados por acontecimentos especiais: a presença de Roger Planchon, encenador, dramaturgo, actor, ensaísta, pela primeira vez em Portugal, é um momento alto da programação. Planchon, fundador e director durante décadas do Théâtre National de Villeurbanne, influenciou decisivamente gerações sucessivas de homens de teatro em Portugal. Os seus espectáculos e os seus textos constituíram marcos da nossa modernidade. A sua presença entre nós é, por si só, um grande acontecimento cultural.
A Exposição colectiva, organizada com a colaboração da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, dos artistas plásticos que durante 10 anos conceberam, a convite, os cartazes do Festival (e a quem agradecemos a disponibilidade manifestada) é outra forma original e riquíssima de assinalar estes 20 anos, assim como a exposição dos trabalhos de um dos maiores cenógrafos de sempre do teatro mundial, o checo Joseph Svoboda.
Integram-se também nestas comemorações os ciclos sobre o novo teatro italiano e sobre as teatralidades do Mediterrâneo, organizadas em colaboração com os Artistas Unidos e o IITM, com a presença de ilustres participantes.
Quanto ao mais, oferecemo-vos uma programação rica de acontecimentos, abarcando o teatro, a música, a dança e a ópera, com a presença de grandes figuras do teatro e, como sempre, com a preocupação de cruzar estéticas e experiências, de modo a reflectir a prática multímoda do teatro da nossa época.
Também pode ler aqui o Jornal do XXI Festival de Almada
Ontem recebemos um apelo da comunidade iraniana.
O governo iraniano censura todos os conteúdos da informação internacional nos jornais, televisão e chamadas telefónicas. A censura chegou agora também à Internet.
Assim apelam à nossa solidariedade para um protesto contra o governo iraniano.
Iranian blogwriters need your solidarity. Join them and protest against the Iranian government for filtering the weblogs and internet sites. sign this petition:
http://www.petitiononline.com/irancnsr/petition.html
Petition
To:
Human Rights Watch
International PEN
Reporters without Borders
We, the undersigned, hereby express our condemnation of the forthcoming legislation to implement blanket filtering of Internet traffic in Iran.
The Iranian Government has systematically and methodically denied Iranians the ability to speak freely and communicate with each other and with people outside of the country, through suppression of the national press, television, telephone calls and now the Internet. The free expression of ideas and opinions is cherished by Iranians, and we hold this to be a fundamental human right. We condemn all efforts by governments and telecommunication firms both within Iran and outside of the country who implement restrictions to the free exchange of speech and ideas.
We respectfully request that you place pressure upon both your local and the Iranian governments to reinstate free speech and communication on the Internet, and limit censorship of traffic to material that is universally, unanimously and internationally condemned.
Sincerely,
A temperatura sobe onde a liberdade queima.
Este é o mote para o documentário Fahrenheit 9/11
Um cheirinho para abrir o apetite.
Agradecimentos ao Golfinho.
- continuação do post anterior -
É verdade, sim senhores, procurem nos jornais on-line e sites esotéricos e de divulgação paracientífica, lá vão encontrar a notícia do imparável contínuum de milagres, país fora, desde o abençoado golo com que Ricardo deixou os ingaleses KO.
Mas eu soube em primeira mão, pelo menos no que toca aos milagres acontecidos aqui pelo meu bairro, com familiares e conhecidos de conhecidos e amigos meus. E foi saber isso que m`alumiou o entendimento, m`alargou a consciência e sensibilidade e despertou em mim o frémito futebolístico... Estou outra. Renascida. Viva a Selecção. Amigos, vamos ganhar! Viva Portugal!
Aconteceu assim este meu caso (que também é um milagre):
Ontem fui a um ginásio onde costumo ir às vezes fazer umas flexões e mais uns malabarismos com uns pesos por causa dos calos, e dos bicos de papagaio, e das artroses e das entorses, e da flacidez e da porose óssea, e mais da má circulação e dos adipócitos, que são umas células que se têm assim no corpo, no meu caso é mais no rabiosque e nos pernis, e que incham quando se come muitos croissants e chocolates e magnus com amêndoa e bacalhau com natas e coisas assim que dão muito prazer.
E como há oito dias ou mais que não punha os butes no ginásio, notei logo as diferenças, uma televisão lá prantada a dar futebol, o pessoal todo a falar da grande alegria que foi o jogo de quinta-feira, que aquilo era só comoção e abraços para aqui e acoli e ginástica nenhuma. E vai daí eu disse que não ligava nada a futebóis e... oh, meu Deus, até a ginástica me assentou mal, olharam-me como se olha uma raridade arqueológica mas sem valor nenhum, e disseram-me com cada coisa, que não era patriótica, que era ingalesa, castelhana, da Al-kaeda – esta ofendeu-me -, má pessoa, sem sentimentos.. eu sei lá, até a minha auto-estima se me descaiu imenso, ficou mais rasa que a sola dos ténis.
Eu, cheia de medo de ser linchada, ainda tentei uma manobra de evasão e perguntei: “Atão, vocês o c`acham desta agora do D. Barroso ir pra Bruxelas e o Santana prá Primeiro, digam lá de vossa justiça qual a posição a tomar pelo PR Sampaio....”
Olhem, olharam-me cá com um esgar enjoado, um semi-sorriso acinzentado!... Traduzindo, este esperanto facial queria dizer: «Olhem-m’esta agora, pôr-se com uma treta dessas que não interessa nada nesta altura do Campeonato, a poucos dias doutro jogo importante, com o calor a convidar á praia e as férias quase à porta...»
Encurtando o assunto que vai longo e chato. A seguir tomei conhecimento da novidade dos milagres que estão a varrer Portugal depois do golo do Ricardo, e então aconteceu aquele momento único em que percebi (mea culpa, mea culpa) que isto de não ir à bola com o futebol era mesmo defeito meu e dos graves. Foi a minha iluminação.
Milagres locais aqui no meu bairro
Acontecidos com gente minha conhecida e por mim comprovados:
Até ao momento, a relação dos milagres vai assim:
- Dois vizinhos do Rui que não se falavam há quinze anos (já nenhum deles se lembrava porquê), apenas rosnavam palavras de ódio quando se cruzavam no elevador, após a vitória foram à janela festejar, olharam um para o outro e logo fizeram as pazes e correram a abraçar-se, eh pá, há quanta tempo... e foram festejar juntos para a rua e tomar uns copos.
- A Maria Etelvina, grávida de nove meses e duas semanas e sem sinais de parto à vista apesar do tempo de gravidez já estar ultrapassado há muito, romperam-se-lhe as águas com o penalty e logo entrou em contracções, tendo ali parido um belo rapaz que vai ser futebolista, chamar-se Ricardo Rui Cristiano Ronaldo Scolari. O feliz pai abdicou de boa vontade do nome paterno pelo Scolari. Quanto ao Cristiano Ronaldo é para dar sorte ao petiz com as piquenas.
- Uma vizinha do Zé Manel (ó querido, tás zangado comigo? Noutro dia nem um olá me disseste...), entrevada há três anos, mal o golo milagreiro aconteceu, levantou-se da cadeira de rodas e começou a andar, cambaleante a princípio mas logo mais desenferrujada, até foi para o Parque das Nações e M. de Pombal e Rossio festejar. Regressou a casa á boleia de um motard, etilizada com 3,0 gramas de álcool, mas feliz e a gritar vivas à Selecção e a Portugal.
- O filho do um afilhado do primo da Vanessa Mafalda (uma utente do ginásio da aula de dança do ventre) e que, apesar de ter quase três anos ainda não dizia uma única palavra, nem com todos os cuidados dos técnicos da fala, falou pela primeira vez. “Go...go...lo. Golo!”, disse o pequeno. O milagre foi tão grande que, de madrugada, depois da festança onde foi com o pai, já fazia perguntas (im)pertinentes e incomodativas: Ó papá e se ganharmos o campeonato vai acabar o desemprego?, o preço dos medicamentos vai baixar?, vamos passar a ter ordenados como os outros países da UE?, os nossos níveis de instrução e educação vão aumentar?,,,, Mas mesmo que a gente perca, somos os maiores, não é? Portugal é a capital do mundo, não é papá?
E Viva A Selecção e Portugal..... Somos os Mmmaiores...
E já agora, “alembrem-se” todos desta patriótica e séria questão:
Nós não servimos só para apoiar a Selecção. Queremos ser ouvidos!
Manifestem-se!
- Antecipadas já –
... pensando bem é melhor não, que os funerais andam pela hora da morte de caros, lá se iam as economias da família, e faço falta cá em casa, para fazer o comer para esta gente, que não distingue um tacho duma frigideira e a única receita que sabem aviar é pizza congelada no microondas.
Mas apetecia-me matar-me, assim com muito estardalhaço, as sirenes dos bombeiros a apitar, até podia vir aquele soldado da paz que estava no jogo ao lado do... Rui Costa, que parece que trabalha lá no estaminé onde o meu marido ganha o pão nosso de cada dia, não confirmo nem desminto que nunca o vi, que aquilo é um estaminé muito grande, com muitos andares e muita gente.
Mas prontos (ai, este prontos é mesmo literário, fica aqui tão bem), não me mato, vou antes cumprir o castigo que me deram cá em casa: ver o jogo de quarta-feira com um cachecol ao pescoço e uma bandeirinha nacional na mão.
E o castigo é por eu não gostar do futebol, e não vibrar com a selecção, e não me ter enervado com os penaltyes, e não ter gritado de alegria com a vitória de Portugal e, ainda por cima, andar por aí a dizer que me irrita esta gente toda colada aos futebóis sem querer saber de mais nada, e só resmungar qu`isto anda tudo numa grande alienação e outras ordinarices anti-futebolisticas, e não querer compreender os argumentos relativos aos benefícios económicos, à projecção do país, à união nacional de todos os portugueses, à auto-estima lusa que o Euro Campeonato tem trazido.
Mas hoje compreendi, fiz a minha autocrítica (vício que não me largou desde a época já remota em que fazer autocrítica era uma grande virtude político-partidária. Ai Jasus, do que mavia dalembrar agora...)
- continua mais logo, que agora tenho mais que fazer -
E já agora, “alembrem-se” todos desta patriótica e séria questão:
Nós não servimos só para apoiar a Selecção. Queremos ser ouvidos!
Manifestem-se!
- Antecipadas já –
À Presidência da República
Portugal, 26 de Junho de 2004
Venho por este meio manifestar a V. Ex.a., enquanto cidadão atento e interessado na construção cívica do país, a minha disponibilidade para o cargo de Primeiro Ministro de Portugal, informado que fui que o cargo se encontra disponível a quem quiser assumir as responsabilidades de tão importante função.
Desde já lhe garanto a minha total fidelidade ao conteúdo programático que tenho em mente, e, embora sabendo que não é um programa particularmente populista, estou certo que tranquilizará V. Ex.a., e, até se perspectivarem melhores oportunidades políticas, económicas ou outras, comprometo-me a dignificar o cargo através da fidelidade ao programa político inicialmente assumido pela minha pessoa e respectivo gabinete.
Em anexo, envio-lhe a constituição do executivo.
Atenciosamente,
Um cidadão preocupado
Ministro das Finanças..................................................... Pedro Escobar
Ministro da Economia...................................................... Mello Antunes
Ministro da Educação..................................................... Gilberto Madaíl
Ministro da Cultura ............................................... Ministério a extinguir
Ministro da Ciência e do Ensino Superior................ Ministério a extinguir
Ministro da Saúde......................................................... Saraiva Almeida
Ministro da Defesa.............................................................. Ulrrico Bota
Ministro dos Negócios Estrangeiros.................................... João V. Pinto
Ministro da Solidariedade Social............................. Ministério a extinguir
Ministro da Administração Interna................................ Manuel Damásio
Ministro da Mobilidade Social[1].......................................Santana Lopes
[1] Ministério a criar
in Publicus
As criancinhas perguntam e as mães respondem como sabem e como podem.
Às vezes da melhor maneira, outras nem por isso.
Chegou, viu, leu (?), comentou (?) e partiu.
Quem era ele?
Não sei.
O que tinha ele de especial?
Nada de transcendente, era apenas a visita 100.000 (nas contas do Paulo).
Um abraço especial para ele.
Outro abraço para os restantes.
Obrigado blogosfera!
Esta poderia ser a resposta após um sono retemperador.
Ontem, após o jogo da França versus Grécia, onde a turma de Zinadine Zidane ganhou um merecido bilhete de regresso a casa, embalei nos braços de morfeu, não este (ó homem não se assuste), mas o outro, o deus grego do sono (apesar de, segundo li por aí, o deus grego do sono ter sido Hipno, Morfeu, ora é dado como seu filho, ora como secretário. As suas funções eram mais correctamente as de manter rigoroso silêncio na mansão onde vivia Hipno, um antro profundo, a que não chegavam os raios solares e cuja entrada era tapada por tufos de papoulas e outras plantas com o dom de provocar o sono. O rio do esquecimento passava no palácio, onde só se ouvia um leve sussurro das suas águas. Hipno dormia num leito de ébano, cercado de cortinas negras, tendo numa das mãos um chifre e noutra uma presa de elefante. Hipno era filho de Érebo e da Noite e irmão de Tânato - a Morte).
Depois da loucura de quinta feira à noite e do coração a trabalhar nos limites a fadiga venceu e não houve bloguices para ninguém.
Mas têm sido uns dias espectaculares.
Pela primeira vez, penso eu, tem havido um inequívoco apoio à selecção a uma só voz.
Vamos a ver o reverso da medalha, quando esta esfuziante alegria acabar.
Nota: estou a vender a história da mitologia tal e qual como a comprei. Olha, se não for bem assim queixem-se a Júpiter ou a Zeus. Outra hipótese é reclamarem na Deco.
Nasce a escritora portuguesa, Maria Velho da Costa (1938- ).
Senhora de uma obra com uma energia sem paralelo, Maria Velho da Costa é responsável por alguns dos romances mais importantes do panorama literário contemporâneo, como Maina Mendes (1969), Casas Pardas (1977), ou Missa in Albis (1988), bem como por várias obras de prosa poética, contos, crónicas, análise social e, mais recentemente, teatro (Madame, de 1999, em que faz encontrar em cena duas personagens femininas dos autores maiores do realismo em língua portuguesa: Eça de Queirós e Machado de Assis)
Foi galardoada, em 1997, com o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra.
O segredo mais bem guardado da selecção nacional a que A Verdade da Mentira teve acesso, depois de aturadas investigações. Este bombeiro, que não quis prestar quaisquer declarações, foi o homem que preparou as botas do Rui – podem confirmar que ele está de ténis enquanto aguarda pelas botas. Botas estas que cuspiram fogo sobre a baliza inglesa no derby de ontem à noite. Não conseguimos confirmar se também houve mãozinha deste soldado da paz nas botas do Ricardo.
Nasce o arquitecto Álvaro Siza Vieira (1933- ).
Um talento artístico reconhecido tanto em Portugal como no estrangeiro. Arrebatou diversos prémios nacionais e internacionais sendo uma figura altamente conceituada no mundo da arquitectura mundial.
Uma das suas obras marcantes foi a concepção do Pavilhão de Portugal para a EXPO'98
Uma das maiores emoções da minha vida.
Foram cento de vinte e tal minutos de sofrimento.
O que se seguiu é indescritível.
Não há palavras que consigam testemunhar a realidade que vai no país.
Assim fico-me com duas palavras,
FORÇA PORTUGAL!







FORÇA PORTUGAL!
Dois jovens namorados fazem um passeio romântico nas montanhas em pleno Inverno. Quando lá chegam, o rapaz vai á procura de alguma lenha para fazer uma fogueira.
Quando volta diz à namorada:
- Querida, estou com as mãos geladas.
- Bem, coloca-as entre as minhas pernas que elas aquecem - responde a namorada.
Depois do almoço ele volta a ir à procura de mais lenha para a fogueira, quando regressa diz outra vez:
- Querida, estou outra vez com as mãos geladas.
- Coloca-as entre as minhas pernas que elas aquecem - responde outra vez a namorada.
Depois do jantar ele volta a ir à procura de mais lenha para a fogueira, e quando regressa mais uma vez diz:
- Querida, estou outra vez com as mãos geladas.
Ela olha para ele muito séria e diz:
- Por amor de Deus, será que tu nunca tens frio nas orelhas?!?!
.....os castigos escolares eram muito mais primários: três reguadas e está a andar.
Dia Mundial do OVNI.
Dia do Ardina.
No longínquo ano de 1128, D. Afonso Henriques andou à batatada com as hostes leais à sua mãe, D. Teresa, arreando-lhes uma carga de porrada na batalha de São Mamede. Foi a partir daqui que emergiu o “urro do ipiranga” luso em que, com cinco ou seis berros, declarou a independência do Condado Portucalense e a formação do reino de Portugal. Mais tarde, para castigo, foi obrigado a casar com D. Urraca. Dizem que a figura da dama condizia com o nome. Cá por mim não confirmo nem desminto, é segredo de estado.
No ano de1519 morreu Lucrécia Bórgia, duquesa de Ferrara. Como era bera como a ferrugem e tinha a mania de botar veneno em prato alheio, foi parar ao inferno. A partir dessa altura o inferno nunca mais foi o que era, pois a Lucrécia foi fazendo a vida negra ao diabo. De tal modo que, após vária manifestações de repúdio dos condenados ao fogo eterno, o diabo está seriamente a pensar expulsá-la de lá. A ideia ainda não se concretizou por ninguém a aceitar de volta.
Esta foi a reacção mais inteligente da imprensa espanhola à derrota da Espanha no Euro2004:
"Le doy la razón al presidente: hace meses Zapatero dijo que todos los españoles que estuviesen fuera volverían a España antes del 30 de junio."
Uma simples dor de dentes, pode não passar apenas de uma necessidade sexual inadiável.
"Sabem porque é o pão se queima, o leite entorna, e a mulher engravida? Porque não se tira a tempo..."
"Seja porreiro com os seus filhos. Um dia são eles que vão escolher o seu asilo"
"Nasci careca, nu e sem dentes. O que vier, é lucro!"
" Pior que uma pedra no sapato só um grão de areia no preservativo..."
"Se o amor é cego, o que é preciso é apalpar"
Um singelo post aqui colocado a 11 de Outubro de 2003 começou, nos últimos dias, a ser visitado e comentado com grande destaque.
Em plena época do Euro2004, a qualidade deste jovem futebolista tem granjeado grandes elogios dos amantes do futebol e não só. Mas parece que as qualidades de Ronaldo extravasam em muito os seus dotes futebolísticos, face aos comentários que tenho recebido no post. Muitas jovens do sexo feminino renderam-se incondicionalmente à figura de Ronaldo, algumas, ao que parece, numa assolapada paixão....
Ai....Cristiano Ronaldo eu fosse!!!
Portal Ciênciapt.net lançou dois novos serviços
O ScienceSearch, o primeiro motor de pesquisa de ciência, tecnologia e inovação em Portugal e o ScienceMaps, que disponibiliza mapas de ciência em Portugal.
São dois importantes passos para facilitar o acesso à informação científica em Portugal.
A comunicação social tem dado bastante destaque às movimentações do milionário russo Roman Abramovitch no nosso país. O texto que se segue chegou por mail; se corresponde totalmente à verdade não sei. Mas mais milhão menos milhão é “muita fruta para a minha camioneta”.
«Para aqueles que ficam escandalizados com o ordenado que vai ser pago ao José Mourinho, recomendo a compra da revista MAXMEN de Junho 2004 que traz um artigo "O Código de Abramovitch" que explica como enriqueceu o milionário russo dono do Chelsea. Só para dar uma ideia, transcrevo: "O primeiro negócio de Roman Abramovitch foi fabricar e vender, de porta em porta, patinhos de plástico. Hoje é dono de 80% da Sibneft, uma das 4 maiores empresas petrolíferas mundiais. Ele tem: 2 aviões particulares (Boeing 767 e 737), no valor de 150 milhões de euros; 3 iates de luxo, no valor de 500 milhões de euros; 7 casas em Inglaterra, Alemanha, França e Rússia, no valor de 250 milhões de euros; 2 helicópteros (Dauphine), no valor de 29 milhões de euros; 11,2 mil milhões de euros, o que dava para:
- pagar os Estádios de Alvalade (80 milhões) e da Luz (118 milhões),
- depositar 1000 euros na conta de cada português e comprar ainda 15 Porsches Cayenne Turbo (138 mil euros cada);
- construir 95 Estádios da Luz (118 milhões);
- liquidar a divida pública portuguesa (5,6 mil milhões) e ainda fazer 47 estádios da Luz;
- fazer 557 Neverlands (rancho de Michael Jackson - 20 milhões) e ainda oferecia uma lata de Coca-Cola a todos os americanos (58,5 milhões de euros);
- forrava as paredes de casa com 130 quadros do "Rapaz com Cachimbo" de Picasso, a obra de arte mais cara vendida até hoje (85,7 milhões de euros);
- dava um prémio de 65 mil euros por jogo da Super Liga a cada um dos 18 convocados do Futebol Clube do Porto durante 281 épocas, etc, etc...
Pensando bem, o Mourinho até está muito mal pago! E eu, então, nem se fala!!!»
Depois destes dados, sugere-se à nossa ministra das finanças que sonde o rapazinho sobre a viabilidade dele se naturalizar português e começar a pagar impostos no nosso país.
Era capaz de acabar com o nosso crónico défice orçamental!!!
A propósito dos lamentos do nosso amigo congeminações sobre as vendas ao domicílio relembrei-me de vários episódios sobre este tema.
O mais antigo remonta aos meus tempos de faculdade. O marido de uma colega minha, em determinada altura, recebia todos os sábados, por volta das dez da manhã, a visita de uma senhora de determinada religião em que esta se propunha demonstrar as excelentes virtudes da sua fé. O sujeito, que tinha uma vida profissional muito intensa, aproveitava o facto da mulher trabalhar ao sábado de manhã para dormir mais umas horas que muito necessitava.
Os toques insistentes da dita senhora que, sábado após sábado, não desistia da potencial conversão, atormentava cada vez mais quem ansiava por uma manhã de sono reparador.
Um dia tomou uma decisão drástica. Levantou-se da cama conforme tinha vindo ao mundo, abriu a porta e exclamou: Bom dia! Faça favor de dizer!
A dita senhora fugiu espavorida à vista da pecaminosa nudez e não mais importunou este sujeito.
Outro episódio que se repete pelo Natal e pela Páscoa.
São os homens do lixo a desejar Boas Festas e à espera do donativo. Costumam vir três e quatro vezes em cada época festiva: são os do lixo, os da camioneta do lixo, os dos contentores, os que lavam os contentores, os que varrem a rua e não sei mais quantos. Vêm todos em dias diferentes para não se cruzarem e não dividirem o donativo entre eles. Este ano achámos que era “mama” a mais e não fomos na conversa, até porque eles faziam má cara quando o donativo não era avultado.
A campainha toca insistente. Torna a tocar, com mais força ainda. Mais uma vez torna a tocar.
(a porta permanece fechada)
- Quem é?
- Faz favor?
- Mas quem é?
- Faz favor, pode abrir?
- Quem é?
- São os homens do lixo que vêm desejar uma Boa Páscoa!
- Ah! Muito obrigado! Uma Boa Páscoa também para vocês!
Respondemos através da porta que permanece fechada.
Vozes começam a afastar-se vociferando ordinarices que aqui não se transcrevem por este blog ser muito pudico.
Há poucos dias tocam à campainha da porta com vigor. Cerca de vinte segundos depois novo toque enérgico que se prolonga insistente. Outros vinte segundos depois fortes batidas com a mão na porta. Assustámo-nos. O meu pai já tem uma certa idade e, perante uns toques desabridos daquela intensidade, pensámos estar perante uma grave situação de emergência com ele relacionada. Poderia também ser uma qualquer questão urgente com algum vizinho do prédio.
Abrimos a porta sem indagar quem estava do lado de fora. Deparamo-nos com uma senhora que se identifica como sendo da Telecom. Questionada sobre que maneiras eram aquelas de bater à porta, reponde admirada e sorridente:
- O que é que tem de especial?
Tentando não ser mal educado, respondo não estar interessado em nada e ainda menos de pessoas com atitudes daquelas. Na verdade o que realmente me apeteceu foi atirar-lhe com a porta nas trombas.
...para descontrair.
Caetano Veloso tem aquele toque especial, mas assim até parece que adquire mais cor.
Economia informal emprega um em cada três portugueses
«Em média, um em cada três portugueses trabalha na economia paralela, ou seja, em empresas que não cumprem as suas obrigações fiscais, de Segurança Social ou as regras de regulação estabelecidas no mercado, segundo um relatório da McKinsey citado esta terça-feira na imprensa.
O relatório «Portugal 2010» divulgado esta semana pela consultora conclui que a informalidade tem tendência para aumentar ainda mais. Os sectores da construção, retalho e alimentação são aqueles onde o fenómeno é mais expressivo.
Uma vez que a população empregada ronda os 5 milhões, o terço diagnosticado totaliza 1,5 milhões exercerem actividade em empresas que não cumprem as suas obrigações.»
A educação e a fiscalidade são as questões mais prementes, na minha opinião, já aqui várias vezes expressa, da sociedade portuguesa.
E a questão fiscal também passa pela “educação” dos contribuintes.
Um dos factores negativos é, actualmente, a ideia instalada na grande maioria da população de que as maiores fontes de rendimentos fogem às suas obrigações fiscais. Independentemente da completa veracidade desta “ideia” ou não – normalmente mete-se no mesmo saco a fuga ilegal e o planeamento fiscal que são coisas completamente diferentes – a verdade é que, de tempos a tempos, aparecem noticias de primeira página a denunciar vários delitos fiscais onde, inclusive, elementos da classe política são apontados como infractores. Muito provavelmente a actual tributação fiscal não é justa para o leque de rendimentos da população portuguesa. Se esta lei não serve arranje-se outra. Imperioso é que rapidamente se arranje um processo transparente de tributação sobre os rendimentos. Urgente é que termine um clima de suspeição sobre tudo e sobre todos. Se há sectores com forte fuga fiscal a máquina fiscal que actue.
Imperioso é que cada um esteja consciente de estar a contribuir para o país segundo os seus rendimentos e, muito importante, estar seguro que toda a comunidade está a ter a mesma atitude.
A continuar assim não vamos a lado nenhum, simplesmente enterramo-nos ainda mais, em cada dia que passa.
Nota – os bolds são nossos.
Nascimento da actriz americana Meryl Streep (1949- ).
Galardoado com o Oscar para a melhor actriz secundária pela sua interpretação no filme “Kramer vs. Kramer” (1979) e para a melhor actriz em “Sophie's Choice” (1982).
Também merecem destaque os filmes “Out of Africa” (1985), “A Cry in the Dark” (1989) e “The House of Spirits” (1993).
.....jeitosinha que diz tudo o que nós queremos - portanto cuidado com o que se escreve - e em várias línguas!
Experimente e veja as múltiplas combinações possíveis.
....da namorada. Um dia pode ser preciso. Só a pedido – macumba 1.8 Mb
Se não aprecia estes bruxedos sempre pode ouvir o Hino do Euro2004
Também só por pedido – mp3 com 3.7 Mb
HOMEM ANTIVÍRUS: Vive vasculhando a sua vida para ver se acha algum podre.
HOMEM E-MAIL: Todo dia tem algo a dizer, mas 90% é lixo.
HOMEM NO-BREAK: Quando você precisa dele até te dá uma força, mas só por 10 minutos.
HOMEM APPLE MACINTOSH: A amiga de uma amiga tem e diz que é o homem perfeito; será?
HOMEM 286: Tem pouca memória. Nunca se lembra de seu aniversário, de algo que prometeu, etc.
HOMEM MSX: Tem cerca de 20 anos, o boot é rapidinho, mas não faz nem o básico, só serve para joguinhos.
HOMEM HISTORY DO EXPLORER: Anota tudo que você fez e por onde você andou, para jogar na sua cara um dia ou deixar todo mundo sabendo.
HOMEM DISQUETE: Está ultrapassado há anos, mas você ainda insiste em usá-lo.
HOMEM IMPRESSORA EM REDE: Você pensa que ele é só seu, mas volta e meia você encontra outra pessoa usando.
HOMEM IMPRESSORA MATRICIAL: Faz mais barulho do que serviço.
HOMEM SCANNER: No primeiro encontro te olha de cima a baixo.
HOMEM MOUSEPAD: Também conhecido como tapete. Você se esfrega nele o dia todo e ele fica ali, na dele.
HOMEM TRASHCAN: Adora guardar tranqueira e você é que tem que ficar jogando o lixo fora constantemente.
HOMEM HELP DO WINDOWS: Nunca responde às suas perguntas, quando responde não é o que você queria ouvir. Isso quando não responde com outra pergunta.
HOMEM NEXT: Dizem ser o verdadeiro homem perfeito, mas ninguém nunca viu um na vida; provavelmente não existe.
HOMENS INTERNET: Aqui em Portugal, são os homens de difícil acesso.
HOMEM PROVEDOR: Está sempre ocupado demais para te ouvir.
HOMEM WINDOWS: Todo mundo sabe que não presta, mas ninguém vive sem ele.
HOMEM EXCEL: Dizem que faz muitas coisas, mas você só o utiliza para as quatro operações básicas.
HOMEM WORD: Tem sempre uma surpresa reservada para você (geralmente ruim) e não existe ninguém no mundo que o compreenda totalmente. Corresponde a mais ou menos 99% dos homens do mundo.
HOMEM DOS: Todas usaram algum dia, mas agora ninguém quer.
HOMEM BACKUP: Sempre você acha que tem, mas na hora do "vamos ver", não funciona.
HOMEM SCANDISK: A gente sabe que ele é legal e só quer ajudar, mas por debaixo dos panos a gente nunca sabe o que ele está fazendo.
HOMEM PAPEL DE PAREDE: Não serve para nada, mas é gatinho.
HOMEM MOUSE: Só funciona quando é arrastado e apertado.
HOMEM VÍRUS: Também conhecido como MARIDO, quando você menos espera ele chega e se instala. Se você tentar desinstalar vai perder alguma coisa, se não tentar perde tudo.
Parece que o turbo lento acabou!
A net voltou ao normal!?!
O culpado? Foi modem.
Mas a confusão ainda não acabou!
Há que meter a casa em ordem. Os mail’s são mais que muitos e vai demorar um pouco a pôr tudo em ordem.
Não sei se há perda de correio. Se alguém pediu algo e ainda não recebeu, favor pedir outra vez – o pedido pode andar extraviado.
Já aqui se tem afirmado a importância do sexo.
Fazer sexo faz bem a tudo, ou quase.
Se não acredita, veja as razões de tal afirmação, aqui.
Depois de quase 48 horas com a net completamente “off” eis que ela dá um ar da sua gracinha. Mas foi uma piada efémera. Durou apenas uns minutos.
Já lá vão três dias e continuo completamente cego perante a “rede”.
Continuo à espera dos “experts”.
Por aqui a net continua com a banda super estreita. Parece uma fonte a brotar água no deserto do Saara. Depois de três mail’s sem resposta, impunha-se um protesto telefónico ao quinto dia de serviço deficiente. «Sim...parece haver uma anomalia no acesso à máquina» disse o brasileiro que me atendeu. «Concertar a avaria? Só para a semana é que há vaga!»Não adianta protestar, pois não há nenhuma vaga para amanhã. A seguir vem o sábado e o domingo e não há reparações. «Pode ser em horário pós laboral mas isso só para o fim do mês!»
Pois é quem quer, quer, quem não quer, pensa em mudar de operador ( o melhor será talvez de país).
As minhas sinceras desculpas aos meus amigos pelo meu absentismo aos vossos recantos, mas quando há tempo não há “rede”, quando há “rede” (esta é do patrão) não tempo.
...passar à fase seguinte no Europeu de 2004.
As outras equipas trazem argumentos de peso.
Ora vejam este argumento....
E que dizer deste....
Já não falando deste aqui....
E nós?
Qual a nossa táctica?
São estes os nossos argumentos?
Nascimento do músico inglês Paul McCartney (1942- )
Palavras para quê? Ainda há poucos dias foi possível vê-lo actuar ao vivo no Rock in Rio de Lisboa.
Morreu o escritor russo Maxim Gorky (1868-1936)
Romancista, autor teatral e ensaísta soviético, criador do realismo socialista. Embora seja mais conhecido como escritor, foi um destacado revolucionário comunista.
Além de livros de contos, escreveu os romances “Foma Gordeyev” (1899) e “A mãe” (1907) e as peças teatrais “Os pequenos burgueses” e “O submundo” (ambas de 1902).
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves. Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Não, sou o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu.....isto ?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.
- Não entendo!.
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos!
Na aula de história, o professor:
- O que aconteceu em 1769?
- Nasceu Napoleão.
- Muito bem! E em 1774?
- Napoleão fez 5 anos!
Termina no Rio de Janeiro a primeira travessia do Atlântico Sul que se tinha iniciado em Lisboa. Gago Coutinho e Sacadura Cabral foram os protagonistas da proeza.
A professora pergunta ao menino Joãozinho:
- Qual é o futuro do verbo "roubar"?
- Ir preso...
Lembras-te? Já lá vão três décadas.
Era uma vez uma miúda de vinte anos ingénuos que acreditava nos “amanhãs que cantam” e na “superioridade moral” dos homens que diziam estar a lutar pela construção, na terra, desses mesmos amanhãs cantantes....
Afinal... o resto da história tu conheces...
Contigo desabafei muitas vezes o meu espanto dorido - e as minhas lágrimas - ao ir descobrindo, da pior maneira, quanto me enganara, na minha ingenuidade tola. Os “amanhãs que cantam” ninguém os chegou a ouvir, não passavam de uma fórmula com data de validade já ultrapassada. E quanto à tal “superioridade moral” (explicada no livrinho com o mesmo nome), deixem-me rir, dependia das pessoas e das situações. Havia de tudo: umas quantas pessoas que hoje recordo com admiração e gratidão, muita gente amorfa e deixa-andar que estava naquela onda porque em 1974 /1975 era a onda da moda neste nosso aparvalhado país e... pois, havia também uma boa meia-dúzia de “gente com olhinhos” que sacaneava os outros pelas costas e, cheios de falinhas mansas e/ou empolados discursos pseudo-revolucionários, vendia a sua “superioridade moral” por um prato de lentilhas, quando não por um mísero pires ou colher de lentilhas.
Júlia, duvido que, lá no teu isolamento sem net da Serra D`Aires, chegues a ler isto. Talvez melhor assim. Recorda antes os momentos alegres de convívio, o tal Natal em que fomos ao Castelo de S. Jorge (lembras-te?), as conversas por vezes divertidas nos intervalos do trabalho e do almoço, o tal postal de Picasso que dizes que te ofereci e que já nem recordo.
Gostei muito de te rever hoje, a ti e à tua filha.
Para ti, minha amiga Júlia (Pax), um poema da Sofia que está de acordo com a tua maneira de ser.
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão,
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão,
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendos,
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
É tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
.....esta não foi a única classe que aumentou em Portugal.
O número de pedintes também teve um grande incremento.
Convém assinalar que há pedintes de várias qualidades.
Número de milionários cresce mais em Portugal do que na Europa.
O número de milionários portugueses cresceu quatro por cento no ano passado, um número que representa quase o dobro da União Europeia (2,4 por cento) e quase metade da cifra a nível mundial (7,5 por cento), segundo um estudo da Capgemini e da Merril Lynch.
A crise internacional registada em 2003 não evitou que milhões de pessoas alcançassem activos financeiros de valor superior a um milhão de dólares (794 mil Euros).
O "World Wealth Report 2004" revela que há 7,7 milhões de pessoas no mundo com uma riqueza avaliada em 28.800 mil milhões de dólares (22.867 mil milhões de Euros).
Quem é que disse que o país estava de tanga?
O país não está de tanga, o povo é que está de tanga por ser conduzido por políticas de tanga.
A conta desta tanga há muitos a “safarem-se” como este estudo mostra.
Esta é a realidade nua e crua, o resto são promessas de justiça social......
É assim que anda a minha net desde domingo. Será que apanhou alguma insolação ou meteu férias para ir ao futebol? O fornecedor do serviço parece seguir a táctica “tudo ao molho e fé em Deus”. Ou será que tudo isto não passa de um protesto silencioso?
A continuar assim terei de passar a entregar os posts em mão. Sempre é capaz de ser mais rápido....
Oração da Mulher
Agora me deito para dormir, Senhor.
Rezo por um homem que não seja um horror.
Um que seja inteligente, forte e lindo.
E que adore ficar horas me ouvindo.
Um que pense antes de falar.
E que diga que vai ligar, e não me faça esperar...
Rezo para que ele tenha um emprego que pague muito bem.
Que quando eu gastar seu dinheiro, não fique puto também.
Que puxe pra mim a cadeira, e que me abra a porta
Que faça massagens nas minhas costas, e transe até eu ficar "morta".
Ah! Mande-me um homem que me ame com respeito...
E não pelo tamanho dos meus peitos...
Eu rezo pelo homem que vai me amar até o fim...
E que nunca diga não para mim.
Amén
Oração do Homem
Senhor, eu peço a ti uma loira surda-muda e ninfomaníaca, com peitos enormes que seja dona de uma distribuidora de cerveja e tenha uma casa na praia.
Amén
...
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
...
...
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
....
...
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
....
trechos de : Tabacaria – Álvaro de Campos
abra o link a seguir para ler o poema completo
Tabacaria
(poema completo)
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos, 15-1-1928
Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade.
Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada,
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos,
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença.
Alberto Caeiro, 1-10-1917

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis, 14-2-1933
«Os estudos disponíveis indicam que os doentes bipolares terão uma falha na estabilidade da transmissão dos impulsos nervosos ao cérebro, o que os torna mais vulneráveis a situações de "stress" físico e emocional.
No entanto, quando devidamente diagnosticados e acompanhados por tratamento médico adequado, estas pessoas levam uma vida normal, perfeitamente aptas para o mercado de trabalho.
Acontece que os bipolares, quando se assumem portadores da patologia, são muitas vezes estigmatizados pelos outros e marginalizados pela sociedade.
Não passa tudo de preconceitos das pessoas, ignorância e desconhecimento do que é a doença bipolar.
Aliás, neste caso como em quase tudo na vida – é a minha opinião – a ignorância e os preconceitos (a par do egocentrismo incrustado no ser humano) são dos maiores geradores de infelicidade e sofrimento humanos.»
Este texto é parte de um post aqui colocado nos finais de Abril.
Dos comentários inseridos destaco este recentemente colocado, por revelar um grande força de quem nunca se deixou marginalizar por uma sociedade preconceituosa.
«Eu sou uma bipolar e tenho orgulho nisso.
Ao princípio confesso que não sabia bem como lidar com tanto sofrimento e alegria. Mas as idas ao psiquiatra e os medicamentos ajudaram. Hoje tomo os medicamentos todos religiosamente e consigo evitar muitas crises. O sofrimento passou, deixei de ter depressões. Agora já só tenho ligeiros estados eufóricos mas são óptimos porque encaro como uma espécie de formação divina e gratuita. Depois de cada crise eufórica tenho sempre umas ideias novas e brilhantes quer para a minha vida pessoal quer para a minha vida profissional.
Sou engenheira Química, estive a trabalhar cinco anos numa empresa onde era directora fabril e fechou, decidi ir tirar o mestrado em engenharia de polímeros e tirei com muito bom. Agora, graças à minha bipolaridade vou montar o negócio da china. Vamos ver se vai resultar, mas se não der outras ideias irei ter porque um bipolar é uma pessoa muito criativa. Força para todos!!!!»
Alexandra
O homem que foi mais famoso depois de morto do que em vida.
Um nome que arrebatou milhões pelo mundo fora.
Uma imagem que despertou inúmeras paixões um pouco por todo o lado.
Um homem que, apesar de tudo isto, estimula ainda enormes polémicas com ressentimentos à mistura.
Che Guevara, nome de guerra de Ernesto Guevara de la Serna nasceu a 14 de junho de 1928 na Argentina tendo morrido em 1967 na Bolívia.
Morre o actor português Vasco Santana (1898-1958).
Personificou muitas das figuras populares portuguesas, tendo ganho bastante fama tanto no teatro de revista, como no cinema e na rádio. “A Canção de Lisboa” (1933), “O Pai Tirano” (1941), “O Pátio das Cantigas” (1942) e “O Costa de África” (1954) são alguns dos filmes em que participou e onde obteve grande destaque.
Nascimento da pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992).
Um dos grandes nomes da pintura portuguesa.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
in Mensagem
Nascimento do poeta Fernando Pessoa (1888-1935).
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu apenas publicara um livro, “Mensagem”.
É talvez ao olhar o mundo numa forma múltipla que reside a explicação Fernando Pessoa ter criado os célebres heterónimos de que os mais conhecidos são Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.
«Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.»
Alberto Caeiro
Já há algum tempo que a minha vida anda um bocado complicada, com reflexos na minha disponibilidade, essencialmente por motivos profissionais.
Trata-se de uma situação que deveria ter tido um desfecho perfeitamente claro há alguns meses atrás mas que se tem vindo a arrastar no tempo. Como, infelizmente, é norma no nosso país, em que decisões profissionais, que transcendem o trabalhador mas que vão mexer bastante com aspectos pessoais e privados da vida de quem trabalha, se arrastam no tempo em indefinições diversas, num banho-maria que não adianta nem atrasa nem se sabe quando estará pronto.
Porque trouxe este assunto à baila aqui neste blog? Simplesmente porque das alterações resultantes de um novo enquadramento a nível profissional depende o destino deste blog, tudo indicando que, ou pura e simplesmente termina ou diminui radicalmente a frequência interventiva nesta comunidade. E esta decisão transcende-me completamente pois só a poderei tomar depois de completamente resolvidas todas as implicações profissionais das quais sou apenas uma peça do xadrez.
E porquê agora falar neste assunto, se afinal, como disse atrás, apenas continua a indefinição já mencionada?
Talvez como desabafo, resultante do próprio cansaço psicológico de se viver situações indefinidas que se arrastam. Talvez porque, nos últimos dias, as poucas alterações já verificadas na minha vida profissional já se estão a reflectir, com diminuição de disponibilidade de tempo, noutros aspectos da minha vida, inclusive aqui nesta actividade de bloguista.
Muitos dos amigos que visito mais ou menos regularmente, e que nos últimos tempos têm visto as minhas visitas diminuir de frequência – espero que não levem a mal, pois não é propositado – deve-se a uma coisa muito simples, a completa falta de tempo. Aliado a esta escassez de tempo, a comunidade bloguista tem aumentado imenso o que também contribui para a incapacidade de visitas regulares a todos aqueles que aprecio e que muito gostaria de ler e comentar, já para não falar daqueles que decerto mereceriam uma visita mas que desconheço e que, pelo mesmo motivo de falta de tempo, não posso partir à descoberta. O que lamento, acreditem, pois congratulo-me com a extraordinária expansão deste mundo dos blogs.
Para terminar, gostaria de agradecer a todos aqueles que têm visitado esta página, que a têm incentivado com os seus comentários e que fizeram dela o que é hoje. É importante realçar este aspecto pois este blog começou, vindo dos blogs do Diário Digital, sem nenhum projecto subjacente e sem fins a alcançar. Foi um espaço criado simplesmente para desabafar o dia a dia sem nenhumas pretensões. Para terminar um agradecimento especial ao senhorio que tornou possível este espaço.
Um muito obrigado a todos.





O dia 12 de Junho tem vindo a ser consagrado pela OIT, desde 2002, ao combate contra o trabalho infantil no mundo.
Este ano, o dia 12 de Junho focaliza-se no trabalho doméstico infantil.
No total de cerca de 200 milhões de crianças que trabalham no mundo, torna-se difícil estimar o número dos que trabalham em tarefas domésticas ao serviço de terceiros.
Sabe-se, no entanto, que o trabalho doméstico infantil escapa, a maior parte das vezes, aos olhares exteriores e dá assim lugar em muitos casos, a formas extremas de exploração.
As raparigas, sobretudo, estão submetidas quantas vezes a longas horas de trabalho, sem repouso, sem remuneração ou auferindo quanto muito uma remuneração simbólica. Sem protecção social e jurídica, estão por vezes sujeitas à exploração, aos abusos sexuais e à violência.
Crianças privadas da frequência da escola, do contacto com a família, da convivência com outras crianças da mesma idade - crianças cortadas do mundo, crianças a quem a infância é roubada!
No caso de um jovem de menos de 18 anos ser submetido a trabalhos domésticos que apresentem perigos para a sua saúde física e o seu desenvolvimento e equilíbrio psicológicos, está-se perante aquilo a que a convenção nº182 da OIT (1999) considera serem "as piores formas de trabalho de crianças".
Tal como preconiza esta Convenção Internacional - ratificada até à data por 150 países, entre os quais Portugal - as piores formas de trabalho das crianças devem ser interditas pelos Estados membros a muito curto prazo.
No âmbito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a OIT publica um estudo sobre o trabalho doméstico das crianças, intitulado "Helping Hands or Shackled Lives? Understanding child domestic labour and responses to it". A autora, Dra. June Kane, sublinha neste estudo que "o trabalho destas crianças, a mais das vezes invisível, não se resume a uma ajuda doméstica: estamos perante crianças que são empregadas num local de trabalho, mesmo se se trata de uma casa particular. Interessa, pois, trazer estas situações para a luz do dia e prestar-lhes toda a nossa atenção".
Nascimento da jovem alemã de origem judaica, Anne Frank (1929-1945).
Depois que o partido nazi chegou ao poder na Alemanha e começaram as perseguições anti-semitas, a família de Anne teve de fugir para a Holanda, onde passou a viver num esconderijo.
Durante dois anos, escreveu um diário em que relata a experiência da perseguição movida pelos nazis e fala dos terrores que se abatiam sobre os que com ela partilhavam aquele pequeno espaço. A família acabou por ser descoberta e transportada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde Anne e sua mãe viriam a morrer.
Mas o diário que esta rapariga escreveu é, na sua perspicácia e na sua desenvoltura adolescente, um autêntico documento humano e um dos mais vivos testemunhos do horror que o século XX conheceu.
Nunca vi coisa igual. Jamais sonhei ver estas imagens. Estou perfeitamente estupefacto.
É com muito espanto e mesmo muita admiração que reparo nesta vaga de bandeiras nacionais que, neste últimos dias, inundou Lisboa e arredores e, por aquilo que oiço, um pouco por todo o país.
São milhares as varandas, janelas, muros, estendais de casas particulares que ostentam bandeiras de Portugal dos mais diversos tamanhos. São carros, camionetas, motos e bicicletas que fazem vibrar ao vento as cores nacionais das ditas bandeiras. Em cada dia que passa, o rectângulo verde e vermelho floresce em mais um lugar como uma sementeira que se realiza todas as noites e que desabrocha no dia seguinte. Também muitas empresas e organismos vários acompanham esta onda. Parece que, de repente, toda a gente acordou com uma irreprimível necessidade de exibir o seu orgulho nacional.
Nós, portugueses, que não somos - parece-me - dados a manifestações de patriotismo exacerbado, talvez por uma questão de introversão de sentimentos, pelo menos quando comparados com gentes de outras nações, por exemplo, como os nossos vizinhos espanhóis que, por tudo e por nada, fazem valer o seu orgulho nacionalista. Nós, que nos ofuscamos diante do que é estrangeiro e vem de fora.
As ditas bandeiras vendem-se por tudo quanto é sítio. Em quantidades astronómicas. São os vendedores ambulantes, as lojas das “bugigangas”, as lojas da especialidade, os supermercados, o comércio tradicional.
Para além das bandeiras, são as conversas de toda a gente, de todos os quadrantes da sociedade, sobre o Euro 2004 e tudo o que, mais directa ou menos indirectamente, á volta dele gira. E em todas as conversa, o tom dominante é um sentimento de orgulho patriótico, de esperança e de confiança que parece ter inundado o espírito dos portugueses, de tal forma que já aparece uma ou outra voz a pedir contenção, não vá este clima de perfeita euforia colectiva acabar numa depressão profunda.
Este fenómeno desportivo, que vamos começar a viver ainda mais intensamente a partir de sábado, será um dos grandes acontecimentos nacionais das últimas décadas, que projectará fortemente o nome do país além fronteiras. O retorno dos dividendos desportivos e económicos será apreciável. Bem aproveitado, este Euro2004 poderá render bons lucros ao país, nomeadamente no sector do turismo, mesmo após o seu término, tal como aconteceu com a Expo98.
Mas atenção, o Euro2004 não vai resolver os graves problemas com que o país se debate.
Mais, este clima de optimismo e patriotismo que está a incendiar a população lusa deveria continuar a verificar-se após o fim deste Campeonato Europeu e projectar-se noutros campos, sob pena de não ter passado de um sopro efémero. Independentemente da nossa classificação. Não podemos ficar à espera que onze homens – mais uns quantos que compõem todo o grupo de trabalho – salvem, em meia dúzia de dias, tudo aquilo que todos nós não fomos capazes de resolver nas últimas décadas.
Assim saibamos aproveitar este clima eufórico que se apoderou de nós, usemo-lo da melhor forma durante este torneio e continuemos a usá-lo de forma coerente nas próximas décadas.
Se tudo isto resultar positivamente poderemos dizer que o Euro2004 foi um bom investimento no nosso futuro.
Um terço das doenças que afectam os habitantes do planeta são causadas por problemas ambientais.
«A Organização Mundial da Saúde (OMS) define “ambiente e saúde” como incluindo “tanto os efeitos patogénicos directos das substâncias químicas, das radiações e de alguns agentes biológicos como os efeitos (frequentemente indirectos) na saúde e no bem-estar do ambiente em sentido lato, físico, psicológico, social e estético, que engloba a habitação, o desenvolvimento urbano, o uso dos solos e os transportes”
Trata-se de uma definição lata, que requer uma abordagem alargada, se pretendemos compreender a questão e desenvolver as políticas pertinentes.
Desde a primeira hora que a política ambiental da UE teve por principal motivação considerações de saúde. Foram resolvidos muitos problemas relacionados com o ambiente e a saúde, mas muito resta por fazer, particularmente no que respeita às implicações para a saúde das exposições crónicas, como as identificadas pela Agência Europeia do Ambiente, pela OMS e por uma pluralidade de organizações nacionais. Elas indicam que a interacção entre ambiente e saúde é muito mais estreita e complexa do que geralmente se crê. Tem-se prestado pouca atenção, em particular, à interacção dos diferentes poluentes no organismo humano, bem como no ambiente.
Até um baixo nível de exposição ao longo de décadas a uma complexa amálgama de poluentes no ar, água, alimentação, produtos de consumo e edifícios é susceptível de ter efeitos significativos no estado de saúde dos cidadãos europeus.»
«...Há um leque de afecções que se suspeita estarem ligadas a factores ambientais, nomeadamente as doenças respiratórias, asma e alergias são associadas a poluição do ar no interior dos edifícios e no exterior; as perturbações do desenvolvimento neurológico podem ser provocadas por metais pesados, POP2, tais como dioxinas e PCB e pesticidas; o cancro infantil pode estar relacionado com uma multiplicidade de agentes físicos, químicos e biológicos (por exemplo, o consumo de tabaco pelos pais, a exposição profissional dos pais a solventes). Além disso, as exposições ambientais estão associadas a múltiplos efeitos sobre a saúde: a exposição ao fumo de tabaco durante a gestação aumenta os riscos de síndrome da morte súbita do lactente, baixo peso à nascença, redução da função pulmonar, asma, doença do sistema respiratório inferior e infecção do ouvido médio. Os pesticidas estarão, possivelmente, relacionados com efeitos imunológicos, efeitos de desregulação endócrina, distúrbios neurotóxicos e cancro. A radiação ultravioleta pode eliminar as defesas imunológicas e constitui um dos principais factores de risco para o desenvolvimento do cancro da pele. A investigação demonstrou que a exposição a níveis elevados e/ou persistentes de ruído nas imediações ou em torno de escolas é, estatisticamente, susceptível de afectar a capacidade de aprendizagem das crianças que as frequentam.
Embora haja sido possível estabelecer correlações entre efeitos sobre a saúde e alguns factores ambientais individuais, não se dispõe de um panorama global claro e integrado dos impactos na saúde resultantes da exposição complexa própria da vida real. A estratégia proposta tem em mira lograr uma melhor compreensão das ameaças de carácter ambiental que impendem sobre a saúde humana para identificar a incidência de doenças causadas por factores ambientais na UE e planear respostas no plano das políticas aos desafios emergentes
Os objectivos últimos da estratégia proposta são:
_ reduzir a incidência de doenças causadas por factores ambientais na UE
_ identificar e prevenir novas ameaças à saúde com origem em factores ambientais
_ reforçar a capacidade da UE de desenvolvimento de políticas nesta área...»
«...Entre os estratos populacionais mais vulneráveis, as crianças constituem um segmento singular, com uma susceptibilidade especial aos agentes ambientais. Logo no período de gestação, a estreita relação fisiológica que liga a mulher grávida ao feto torna este último altamente vulnerável a quaisquer agentes perigosos a que a mãe tenha estado exposta, especialmente aqueles que afectam o desenvolvimento.
Muitos agentes tóxicos ou alergénicos presentes no sangue materno estão presentes, igualmente, no leite materno e alguns de entre eles são capazes de atravessar a barreira placentária. Esta transmissibilidade potencial dos contaminantes ambientais da mãe para o feto e para o recém-nascido vem reforçar a necessidade de proteger as mulheres grávidas e lactantes para assegurar às crianças um início de vida saudável.
As crianças caracterizam-se por uma vulnerabilidade ímpar. Elas passam por uma sucessão de fases de desenvolvimento e aprendizagem distintas, nomeadamente, fetal, neonatal, escolar e púbere. Em cada um desses estádios, a criança é vulnerável e acha-se exposta a diferentes agentes: o adolescente é mais vulnerável a ataques ao aparelho reprodutor, enquanto o bebé é mais susceptível à poeira ao nível do solo. As crianças sofrem também uma exposição a tóxicos potencialmente mais longa.
Atendendo à sua esperança de vida, as crianças são o segmento da população com maior probabilidade de suportar uma exposição mais prolongada.
A sua maior vulnerabilidade é um motivo de peso para a adopção de acções especificamente dirigidas a este grupo populacional, tanto na avaliação como na gestão dos riscos. Para além disso, o impacto económico das doenças infantis relacionadas com o ambiente confere maior urgência à necessidade de se dedicar especial atenção às crianças. Esta vulnerabilidade e o inerente impacto económico presidiram à eleição das crianças como objecto da estratégia em apreço e à escolha dos poluentes específicos a focar....»
«....A aplicação integral do acervo ambiental gerará progressos significativos em matéria de saúde nos países em fase de adesão, mediante esforços para assegurar um ar e uma água mais limpos e uma melhor gestão de resíduos. A execução cabal das directivas comunitárias relativas à qualidade do ar pode levar a uma redução em, pelo menos, 15 000 casos do número de mortes prematuras por exposição a poluição do ar e de 43 000 a 180 000 do número de casos de bronquite crónica8....»
A Comissão está a colaborar na preparação da Conferência Ministerial pan-europeia sobre Ambiente e Saúde a realizar em Budapeste em 2004, subordinada ao tema “O futuro dos nossos filhos”. Na referida conferência participarão os ministros do ambiente e da saúde dos 52 países membros da OMS Europa.
Nascimento do oceanógrafo francês Jacques Cousteau (1910-1997).
Cousteau distinguiu-se pelas suas investigações subaquáticas e pelos seus livros e documentários televisivos. Em 1950 tornou-se o comandante do Calypso, um draga-minas convertido em navio oceanográfico que se tornaria conhecido mundialmente. Foi eleito membro da Academia Francesa em 1988.
....para um grande fim de semana!
Só para alguns!?!
Esperemos que para todos – sábado à tardinha saberemos!
Morreu, hoje, o músico norte-americano Ray Charles (1930-2004).
Ray Charles, apelidado de "génio da soul", morreu hoje, aos 73 anos de idade. Para a posterioridade ficam mais 50 anos recheados de sucessos e canções mundialmente famosas.
Cantor de sucessos mundialmente famosos como "What'd I Say" e "Georgia on My Mind" ficou cego com apenas sete anos de idade, o que não o impediu de desenvolver um talento musical que apostava em quebrar fronteiras e desafiar definições fáceis.
Um dotado pianista e saxofonista, Ray Charles percorreu estilos tão diversos como o country, o jazz, blues e gospel, marcando cada um deles com a sua marca própria: uma voz quente e profunda, recordando os velhos cânticos negros do Sul dos EUA, como recorda a CNN.
Ao longo da longa carreira, Ray Charles venceu 12 Prémios Grammy, nove dos quais conquistados entre 1960 e 1966, incluindo Melhor Álbum Rythm'n Blues em três anos consecutivos ("Hit the Road Jack," "I Can't Stop Loving You" e"Busted").
Igualmente famosas ficaram as suas versões de músicas como "Makin' Whoopee" e "America the Beautiful". Apesar de ter sido escrita em 1931 por Hoagy Carmichael e Stuart Gorrell, "Georgia on My Mind" só se tornou o hino oficial daquele estado em 1979, muito depois Ray Charles se ter tornado um símbolo cultural da América.
Ray Charles, cujo verdadeiro nome era Charles Robinson, nasceu a 23 de Setembro de 1930 em Albany, na Geórgia, no seio de uma família pobre, marcada pelo segregacionismo racial que naqueles tempos era lei em muitos estados do Sul dos EUA. Com sete anos cega e oito anos depois fica órfão. Sobre esse tempos dirá um dia mais tarde: "A Música deu-me a força para sobreviver".
Em 1947 instala-se em Seattle e conhecerá ainda vários anos de privações, saltando de bar em bar, até conhecer o produtor Quincy Jones, no início da década de 1950. A fama chega em 1954 com "I got a woman" e nos anos seguintes repetem-se os sucessos de que "What'd I say" (1959) , "Georgia on my mind" (1960), "Hit the road Jack" e "I can't stop loving you" (1961) são alguns dos mais conhecidos.
Sobrepondo-se ao "gospel" tradicional cantado nas igrejas negras do Sul, Ray Charles compõe músicas que agradam ao ouvido do grande público americano, misturando sons de "blues", "jazz", "pop" e "rythm'n blues", levando-as aos palcos de todo o mundo, acompanhado pelo seu inseparável piano e os emblemáticos óculos escuros.
A 22 de Maio de 2003, Ray Charles subiu ao palco em Los Angeles para o seu concerto número 10 mil. Três meses depois, foi obrigado a cancelar os últimos compromissos da sua "tournée" mundial devido a problemas reumáticos, a primeira vez em 58 anos que falhou um encontro com o público.
Fonte
Calou-se, hoje, o "génio da soul", mas a sua musica viverá por longos anos.
Faleceu hoje, 10 de Junho, Lino de Carvalho (1946-2004), membro do Comité Central do PCP, deputado e vice-presidente da Assembleia da República.
Lino de Carvalho participou activamente na luta estudantil e da oposição democrática nos anos finais do fascismo, teve destacada intervenção no processo da reforma agrária e da sua defesa, tendo sido membro do Secretariado das UCP/Cooperativas agrícolas.
Deputado à AR, pelo círculo de Évora, desde 1987, membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Lino de Carvalho era actualmente vice-presidente do Grupo Parlamentar do PCP.
As nossas sentidas condolências à família e ao PCP.
Mário Soares, Rui Machete e Ernâni Lopes assinam o Tratado de Adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.
Nos últimos dias tenho recebido muitos pedidos do Euro 2004 – Calendário Jogos – Classificações
Para aqueles a quem o post passou ao lado, aqui fica mais uma chamada de atenção.
O ficheiro em Excel – cerca de 600 Kb - está disponível, a pedido, por mail.
António Luciano Pacheco de Sousa Franco nasceu em Lisboa há 61 anos e morreu esta quarta-feira vítima de ataque cardíaco, em Matosinhos, durante uma acção de campanha eleitoral como cabeça de lista do PS às europeias de domingo.
Sousa Franco destacou-se na política nacional como ministro das Finanças do primeiro Governo socialista de António Guterres, sendo actualmente o cabeça de lista do PS às eleições europeias.
Homem de formação católica, chegou a pensar seguir o curso de Engenharia, mas acabaria por se formar, com média de 18, em direito na Faculdade de Direito de Lisboa.
Foi nesta faculdade, bem como na Universidade Católica, que dedicou parte da sua vida como professor.
Depois do 25 de Abril foi nomeado por Vasco Gonçalves presidente da Caixa Geral de Depósitos, cargo que abandonou passados quatro meses.
O político, que chegou a participar na elaboração dos primeiros estatutos do CDS, antes mesmo da fundação do partido, acabou por se filiar no PPD/PSD em 1974, tendo chegado a presidente dos sociais-democratas no início de 1978, cargo que deixou quatro meses depois em divergência com as linhas dominantes sociais liberais.
No ano seguinte abandonou o partido em ruptura com Sá Carneiro, juntamente com outros membros, com quem viria a fundar a Associação Social-democrata Independente.
Acabou, nessa altura, por fazer uma aproximação à esquerda, quando, em 1976, ocupou o cargo de secretário de Estado das Finanças, com Zalgado Zenha como ministro da tutela do Governo de Mário Soares.
Em 1979 é, por pouco tempo, ministro das Finanças de Maria de Lurdes Pintasilgo. Mais tarde, alia-se a Mário Soares na Frente Republicana e Socialista, um partido para combater a Aliança Democrática.
Apoiou Freitas do Amaral nas presidenciais de 1986, das que Soares saiu vencedor, e apoiou Marcelo Rebelo de Sousa para a Câmara de Lisboa, em 1989.
Voltou a ocupar um lugar de Estado, em Junho de 1986, com o convite de Miguel Cadilhe, então ministro das Finanças de Cavaco Silva, para presidir o Tribunal de Contas.
Foi ministro das Finanças durante o primeiro Governo de António Guterres (1995/1999).
Entre 1996 e 1999 representou o PS no grupo dos Partidos Socialistas Europeus, tendo sido redactor da declaração de Atenas sobre "Crescimento, emprego e coesão social" (1997) e da declaração do PSE intitulada "A nova via económica. Reformas económicas na União Económica e Monetária" (1998).
Já este ano foi escolhido pelos socialistas para liderar a lista do partido às eleições europeias, tendo como companheiros de campanha António Costa, Ana Gomes e Elisa Ferreira.
Fonte
Faleceu esta manhã o Professor Sousa Franco (1942-2004), vítima de ataque cardíaco em plena campanha eleitoral.
As nossas sentidas condolências à família e ao PS.
Morre o escritor inglês Charles Dickens (1812-1870).
“The Pickwick Papers” tornou-o famoso com apenas vinte e seis anos.
Dickens é um mestre das narrativas protagonizadas por crianças – “David Copperfield”, “Tempos Difíceis” e “ Oliver Twist”.
.....por 8 cm de largura que .........
Na versão masculina
........deixa as mulheres completamente loucas!!!
Na versão feminina
........põe os homens loucos para ter!!!
....às vezes aldraba-se.
Os naturais de Picha, localidade de Portugal, e de Fucking, na Áustria, estão unidos pela mesma luta: Ninguém lhes rouba o nome à sua terra natal!
Lá como cá, os seus naturais têm muito orgulho no nome do torrão natalício.
A campanha anti-Bush adquire todos os dias novos contornos.
Agora foi a vez do sexo entrar em acção.
O que virá a seguir?
Anda stressado?
Está lixado?
O corpo começa a pesar?
Faça uma pausa no seu dia....mas não para beber café - muita cafeína faz mal!
Faça exercício físico!
Faz bem a tudo!
Ouviu muito bem! Faz bem a Tudo!
Nota: este exercício é só para começar, depois convém ir aumentando gradualmente e deixar que os odores do sovaquinho inundem o seu corpo.
Dizem que chamar um Conto a cinco Euros está correcto, pois o Conto é uma unidade de contagem e não uma moeda. Dizem que o Conto, como unidade de contagem, existe desde o inicio do Século XIV, e foi sucessivamente sendo adaptado ao equivalente das diversas Moedas.
Recordemos os Contos com que tanto lidámos nos últimos trinta e tal anos antes da era Euro.
A mudança para o Euro trouxe-nos bastantes alterações ao nosso dia a dia.
Agora que já passou algum tempo desde a sua introdução física, e que já estamos bastante familiarizados com a nova moeda, talvez seja altura de fazer um breve balanço.
Não entrando em considerações político-económicas mas olhando unicamente para as questões práticas e particulares do manuseio desta moeda, podemos interrogar:
Valeu a pena?
Trouxe-nos vantagens?
Mentalmente, o raciocínio em Euros é difícil?
Já estamos perfeitamente à vontade com a nova moeda?
Já temos uma noção do valor real do Euro nas nossas despesas diárias?
Ou será que muita gente despreza os cêntimos e ainda só “acorda” para o seu valor depois de os converter em escudos?
O Trânsito Solar de Vénus, que muito tem sido anunciado nas últimas horas pela comunicação social, está prestes a acabar.
Todas as farmácias ao redor do meu local de trabalho (Lisboa), esgotaram os preciosos óculos necessários a uma observação protegida do fenómeno.
Um colega meu conseguiu que lhe empestassem, numa farmácia, um par de óculos.
Ao observar o fenómeno, confesso que fiquei muito desiludido; o ponto sobre a superfície solar era minúsculo. Cheguei mesmo a questionar se esse ponto era Vénus ou uma cagadela de mosca na vidraça do edifício. Todas as imagens que tinha visto, um pouco por todo o lado, imprensa e net, convenceram-me que a desproporção de Vénus ao Sol seria muito menor.
Assim e para além da importância astronómica do facto, o efeito lúdico para a maioria das pessoas será muito reduzido.
No fundo o aspecto mais relevante do fenómeno é a raridade do mesmo. Com visibilidade em Portugal o próximo trânsito solar de Vénus só ocorrerá daqui a 113 anos.
A CIA resolveu recrutar um atirador.
Após uma serie de selecções, entrevistas e testes, escolheram três candidatos: um Francês, um Inglês e um Português.
Para a prova final, os agentes da CIA colocaram os candidatos diante de uma porta metálica e entregaram-lhes uma pistola.
- Queremos ter a certeza de que seguem as instruções, quaisquer que sejam as circunstâncias.
Dizem então ao Francês:
- Detrás desta porta vais encontrar a tua mulher sentada numa cadeira. Terás que a matar!
- Estão a falar a sério? Eu jamais mataria a minha mulher!!!
- Então não serves, responde o agente.
Ao Inglês deram as mesmas instruções. Ele pegou na arma e entrou na sala. Durante 5 minutos, tudo muito calmo.
Depois regressou com as lágrimas nos olhos.
- Tentei mas não posso matar a minha mulher.
- Você também não está preparado para trabalhar nesta agência.
Pegue na sua mulher e vá-se embora.
Chegou enfim a vez do Português! Deram-lhe as mesmas instruções indicando-lhe que teria de matar a sua mulher.
Ouviram-se tiros, um estrondo e depois outro...
A seguir ouvem-se gritos, barulhos de moveis a partir, etc....
Após alguns minutos fica tudo muito calmo.
A porta abre-se lentamente e o Português sai, limpa o suor e diz:
- Bem me podiam ter dito que os tiros eram de pólvora seca!! Tive que a matar com a cadeira.
Nasce a escritora belga, naturalizada norte-americana Marguerite Yourcenar, pseudónimo de Marguerite de Crayencour (1903-1987).
“Memórias de Adriano” (1952) e “A Obra ao Negro” (1968) são os seus livros mais famosos.
Foi a primeira mulher de Letras a ser eleita para a Academia Francesa.
O texto que se segue é um comentário ao “Estado a que chegou o planeta Terra” inserido no âmbito do Dia do Ambiente.
«Não é meu intuito contradizer o Raul, mas creio que, as gerações vindouras, para além de amaldiçoarem a hora em que nasceram, amaldiçoarão as gerações que os antecederam, incluindo os progenitores directos, por nada terem feito, de maneira a contrariar o processo acelerado de degradação ambiental que resulta da actual actividade humana.
E nós, temos e teremos a veleidade de usar os nossos filhos como escudo da má consciência, que nos afasta do cerne das questões, porque como é «normal», ou pelo menos assim o consideramos, temos de zelar pelos interesses mesquinhos, que nos dão alguma relevância sócio-profissinal, e eventualmente nos proporcionam, algumas benesses económicas e materiais, as quais usamos para cobrir de prendas e bugigangas várias, tais como roupas de marca, e «didácticos» jogos de computador (que iniciam os nossos filhos no universo competitivo dos desportos -- futebol, automobilismo, etc...-- e também aguçam o apetite pela violência, inspirada nas lutas que lhes vão povoar a imaginação e ajudar a construir o seu arquétipo cultural e humano. Maravilhoso!).
Um século, não é assim tanto tempo como isso, mesmo à escala humana, mas ao ritmo que a degradação ambiental avança, as consequências do aumento da temperatura serão catastróficas, com repercussões extremamente negativas na produção agrícola, na submersão permanente de cidades costeiras, etc... também neste caso, a realidade superará o potencial ficcional da imaginação.
A honestidade intelectual, quando a há, nada pode, se não recebe apoio estratégico e logístico da consciência moral, onde julgamos nós que o ser humano vai beber a coragem, que o leva a lutar contra as maiores adversidades, quando está consciente do que está em jogo? Só existem duas formas de coragem: a primeira e mais comum, é incitada, não pelo sentido da realidade, mas por uma dependência mórbida, de algum processo de alienação individual, ou colectiva. A segunda, mais rara, e em certas circunstâncias, muito rara, depende da consciência que é consciência de ser, porque não é a integridade física que está em causa, mas a identidade de um ser humano que já compreendeu, que há momentos, cruciais, no decurso de uma vida, em que não é possível agradar a gregos e troianos, ou se é corajoso, ou se recolhe, na frágil concha da cobardia.
O que está em causa é o comportamento ambíguo, que caracteriza a forma de viver do cidadão comum, cuja mentalidade, não mudou o suficiente, os perigos espreitam, mas não conseguem desalojar com os velhos e presunçosos conceitos onde a sua conduta se alicerça.»
Rodrigo Ribeiro
(os bold são nossos)
As questões levantadas pelo Rodrigo, particularmente o tal comportamento ambíguo que caracteriza o cidadão, não são exclusivas quando está em causa a degradação ambiental.
Temos a coragem de nos empenhar fortemente na defesa de valores quando a nossa vida, e a nossa “vidinha”, não estão seriamente comprometidas (ainda que aparentemente)? Não seguimos frequentemente o lema “com o mal dos outros posso eu bem”?
Por uma questão de mentalidade e de educação, não será que a maioria das pessoas se acomoda no seu canto, toma uma atitude passiva e tenta safar-se o mais airosamente possível da situação?
Mesmo com alguma contestação pelo meio, todos parecem aguardar pelo “messias” que conduzirá as “massas” contra o mal que o próprio homem gerou.
Esta atitude, algo passiva, faz parte de alguma “herança genética”?
Porque somos frequentemente inertes a estas questões, como as do ambiente, que poderão condicionar o futuro bem próximo? Porquê?
Comodismo?
Conformismo?
Medo?
Indiferença?
Falta de consciência social?
O que nos faz ter estas atitudes, perante previsíveis tragédias que irão afectar os nossos filhos?
Esta foto é para sorrir!!!
Agora pense nas noticias que temos vindo a ouvir nos últimos dias (meses).
Os acidentes de trabalho estão a tornar-se cada vez mais frequentes.
Onde está o culpado? É só o empregador? E a fiscalização? E a segurança no trabalho, depende de quem?
A quem pedir responsabilidades?
Na hora de apurar responsabilidades todos “sacodem o capote”.
Vamos chorar?
Ou vamos dizer: Basta!
Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
não significas nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Obs: Agora leia de baixo para cima.
Morre o escritor norte-americano Henry Miller (1891-1980).
Autor de obras como Tropic of Cancer (1934), Black Spring (1936), Tropic of Capricorn (1939), The Colossus of Maroussi (1941), The Air Conditioned Nightmare (1945), Sexus (1949), Rosy Crucifixion (1949), Plexus (1952), Nexus (1961).
"Para mim, o livro é o homem, e o meu livro (Black Spring) é o homem que eu sou, ardente, obsceno, turbulento, pensativo, escrupuloso, mentiroso e diabolicamente sincero" palavras de Miller acerca da sua escrita.
A da praia de Omaha, no dia seguinte ao desembarque, mostrando a ocupação do território; fonte, US Army Photographs
O dia mais importante de todos os 36.525 dias do século XX. O chamado dia D, marcou o início da derrota alemã na Segunda Guerra Mundial com a abertura do front ocidental indispensável para vitória aliada. Até, então, os nazistas estavam sendo detidos apenas pelo esforço soviético, na frente oriental. Cerca de 150 mil soldados foram mobilizados na ocupação de 80 quilômetros da costa ao norte da França, em cinco pontos diferentes: Gold, Juno, Omaha, Sword e Utah. O desembarque aliado na praia denominada Omaha, na Normandia, foi o mais difícil. Ao todo, aconteceram 10 mil baixas do lado aliado neste primeiro lance da Operação Overlord, que é considerada maior ofensiva anfíbia de guerra já ocorrida.
Pobreza
Objectivos
. Todos os Estados e pessoas devem cooperar na tarefa essencial de erradicar a pobreza por forma a reduzir a disparidade de condições de vida e melhor ir ao encontro das necessidades da maioria das pessoas do mundo.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Em 1997, 40% de todas as crianças no mundo em desenvolvimento com menos de 5 anos encontravam-se malnutridas.
. O número de pessoas que vive num estado de pobreza (com menos de 1 euro por dia) aumentou em 100 milhões na última década, atingindo 1,3 mil milhões de indivíduos.
. O rendimento combinado dos 5% mais ricos era 30 vezes superior ao dos 5% mais pobres em 1960; a razão subiu para 60 vezes em 1991 e para 78 em 1998.
. Existem actualmente cerca de 840 milhões de pessoas malnutridas.
. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estima que o número de refugiados (por razões políticas, de guerra ou ambientais) aumentou de 2,7 milhões em 1972 para 12,1 milhões em 2000.
. Desapareceram entre 4000 e 9000 linguagens nos últimos 500 anos e prevê-se que entre metade e 90% das 6800 linguagens restantes tenham o mesmo destino.
O futuro
O número de pessoas numa situação de pobreza poderá elevar-se em mais 100 milhões até 2015.
Como é facilmente constatável, a retórica ambiental não passa de um farisaísmo. Há tanto por fazer que só uma cidadania aplicada e consciente poderá ser capaz de reverter uma situação à partida tão desanimadora. Mas, tal como dizia um poeta inglês, enquanto há vida há esperança, por isso não podemos desanimar e temos de prosseguir de forma determinada a salvaguarda deste pequenino planeta de que teimamos em gostar.
Poluição química
Objectivos
. Os Governos devem levar a cabo actividades concertadas para reduzir o risco dos químicos tóxicos. Estas actividades podiam incluir a eliminação gradual ou o banimento dos químicos tóxicos que representam um risco não razoável para o ambiente ou para a saúde humana, e dos que são tóxicos, persistentes e bioacumuláveis.
Rio de Janeiro, 1992
. Pelo ano 2000 devem estar em vigor em todos os países sistemas que promovam uma gestão ambientalmente correcta dos químicos, incluindo legislação e provisões para a implementação e aplicação desta.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. As vendas globais de químicos aumentaram quase nove vezes desde 1970. Estão actualmente disponíveis no mercado entre 70000 e 100000 químicos, onde são introduzidos à razão de 1500 por ano.
. Os pesticidas tornaram-se entre 10 e 100 vezes mais tóxicos do que em meados dos anos 70, resultando entre 3,5 e 5 milhões de envenenamentos agudos todos os anos.
. A Organização Mundial de Saúde estima que 25% de todas as doenças evitáveis no mundo se devam a factores ambientais.
. O cancro na infância (incluindo tumores cerebrais e leucemia) nos EUA está a aumentar à taxa de 1% ao ano e é agora a segunda principal causa de morte em crianças entre 1 e 14 anos de idade.
. O cancro da mama atingiu uma em cada oito mulheres em 1993, quando em 1950 afectava uma em cada vinte.
. Desde 1950 a proporção de cancros nos testículos triplicou, a de cancros na próstata duplicou e as contagens de esperma diminuíram em 50% entre Europeus e Americanos.
Produção e deposição de resíduos
Objectivos
. Os Estados devem reduzir e eliminar as formas insustentáveis de produção e consumo.
Rio de Janeiro, 1992
. Os Governos devem, pelo ano 2000, promover os meios tecnológicos e financeiros necessários à reutilização e reciclagem dos resíduos aos níveis local, regional, e nacional.
Rio de Janeiro, 1992
. Os Governos devem iniciar programas para atingir uma minimização sustentada da produção de resíduos.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Dois terços dos resíduos produzidos são depositados em aterro (só na União Europeia existem 8700).
. Nos últimos 20 anos a produção de resíduos urbanos por pessoa nos países industrializados quase triplicou, atingindo uma média de 475 kg/pessoa.ano.
. Muitos países, entre os quais Portugal, optaram por incinerar uma parte substancial dos seus resíduos como forma de os gerir, o que acarreta a libertação de dioxinas (um carcinogéneo humano conhecido), metais pesados e gases ácidos.
. Muitos países, incluindo Portugal, Japão, França, Reino Unido, Irlanda, Grécia e México, reciclam menos de 12% do total de resíduos que produzem.
. Os EUA desperdiçam alumínio suficiente para substituir toda a sua frota aeronáutica comercial a cada três meses.
O futuro
Ao ritmo actual a OCDE prevê, até ao ano 2020, um aumento entre 70 e 100% na produção de resíduos nos países industrializados e de 200% nos países em desenvolvimento.
Decréscimo da biodiversidade
Objectivos
. Os objectivos desta Convenção são a conservação da diversidade biológica e o uso sustentável dos seus componentes.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Entre 50 e 100 espécies extinguem-se diariamente, taxa 10000 superior à natural.
. Desde 1970 que se regista um declínio de 54% nas populações de 195 espécies de água doce, de 35% nas populações de 217 espécies marítimas e de 15% nas populações de 282 espécies florestais.
. Actualmente, cerca de 27% dos recifes de coral do planeta (onde vivem um quarto de todas as espécies oceânicas) estão ameaçados.
. A diversidade dos alimentos também está a desaparecer: 80% das variedades de tomate e 92% das variedades de alface foram perdidas ao longo do século XX.
. As Nações Unidas concluíram que 11046 espécies de animais e plantas estão actualmente em perigo. A cifra inclui 1130 espécies de mamíferos (24% do total), 1183 aves (12% do total) e 5611 plantas.
O futuro
Se a taxa de extinções actual continuar, poderemos perder metade de todas as espécies de animais e plantas do planeta nos próximos 50 anos.
Crise dos recursos piscícolas
Objectivos
. Os Estados comprometem-se a conservar e a usar de forma sustentável os recursos marítimos vivos.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Verificou-se uma duplicação nas capturas globais de peixe nos últimos 35 anos, atingindo hoje em dias 137 milhões de ton.
. Metade dos bancos de pesca mundiais estão totalmente explorados e outros 25% encontram se sobre explorados.
. A pesca de espécies como o bacalhau do Atlântico, eglefim, arenque do Atlântico e sardinha Sul-Africana entrou em colapso ou é realizada de forma insustentável.
. Estima-se que a capacidade pesqueira mundial seja 150% superior à sustentável.
Perda de água doce
Objectivos
. O objectivo geral é assegurar que são mantidas reservas adequadas de água de boa qualidade para toda a população deste planeta.
Rio de Janeiro, 1992
. Todos os Estados podem iniciar programas de protecção, conservação e uso racional da água numa base sustentável.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Deu-se um aumento global de 175% na captação de água doce para a agricultura nas últimas três décadas (actividade responsável por 70% do consumo deste recurso), aumentado de 1850 km3 em 1970 para 3250 km3 em 2000.
. De acordo com as Nações Unidas, 41% da população mundial – cerca de 2,3 mil milhões de pessoas – vive em áreas de stresse hídrico, onde a falta de água é frequente. Em 2002 este problema levou à morte de mais de 7 milhões de pessoas.
. Morrem diariamente 6000 crianças devido à ingestão de água poluída.
O futuro
Em 2025 prevê-se que a procura de água seja 56% superior àquela que está actualmente disponível, estendendo a carência de água a 2 em cada 3 pessoas.
Erosão e desertificação
Objectivos
. Os Governos devem formular, introduzir e monitorizar políticas, leis, regulamentos e incentivos com vista a uma agricultura sustentável.
Rio de Janeiro, 1992
. É urgente cessar a degradação do solo e lançar programas de conservação e reabilitação nas áreas mais criticamente afectadas e vulneráveis.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Cerca de 2 mil milhões de ha de solo, equivalente a 15% da área terrestre, foram de alguma forma degradados por uma agricultura intensiva e por outras actividades humanas. De 1945 a 1990 degradaram-se 552 milhões de ha ou 38% da área cultivada do planeta.
. Anualmente perdem-se 26 mil milhões de ton de solo devido à erosão, 6 milhões de ha por desertificação e 2,5 milhões de ha por excessiva salinização.
. Estima-se que a perda anual de produtividade devido à erosão do solo equivalha a 20 milhões de ton de cereais.
. Os subsídios governamentais para a industrialização da agricultura totalizam todos os anos 313 mil milhões de dólares.
Nota: 1 ha = 1 hectare = 100 m por 100 m; 1 km2 = 10000 ha
Alterações climáticas
Objectivos
. Os países industrializados comprometem-se a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa com origem humana para os níveis de 1990 pelo ano 2000.
Rio de Janeiro, 1992
. O objectivo último da Convenção de Estocolmo é atingir a estabilização da concentração dos gases de estufa na atmosfera, de modo a evitar uma interferência humana perigosa no sistema climático.
Estocolmo, 1972
A realidade
. Pelo ano 2000 as emissões de CO2 tinham subido 18,1% relativamente aos níveis de 1990 nos EUA; 10,7% no Japão; e 28,8% na Austrália.
. A concentração de CO2 na atmosfera é hoje 30% superior à que se verificava na era pré industrial: de 281 ppm (partes por milhão) em 1800 passou para 327 ppm em 1972, 356 ppm em 1992 e 367 ppm em 2002.
. Os desastres relacionados com o clima aumentaram 160% entre 1975 e 2001, provocando a morte a 440000 pessoas.
O futuro
Se nada for feito, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas prevê que a temperatura média global do planeta seja 5,8 ºC superior em 2100.
Desflorestação
Objectivos
. As políticas e estratégias nacionais devem criar as condições para a adequada conservação, gestão e desenvolvimento sustentável das florestas.
Rio de Janeiro, 1992
. Todos os países devem promover e cooperar na conservação e melhoria das florestas.
Rio de Janeiro, 1992
A realidade
. Metade do coberto florestal original já foi destruída (cerca de 418 milhões de ha nos últimos 30 anos); mais de 60% das florestas temperadas foram perdidas; o mesmo aconteceu a 45% das florestas tropicais húmidas e a 70% das florestas tropicais secas.
. As florestas restantes estão a ser dizimadas à razão de 160000 km2 ao ano (Portugal tem cerca de 92000 km2).
. Os incêndios florestais (a maior parte são intencionais com o fim de substituir a floresta por prados para o gado) são a segunda principal causa de libertação de CO2 para a atmosfera (a primeira é a queima de combustíveis fósseis).
O futuro
Se a taxa actual de desflorestação persistir, será perdida em meados deste século uma parte significativa das 50 a 90% das espécies que vivem nas florestas.
A que estado chegou a Terra? Somos diariamente bombardeados com notícias aterradoras mas muitas vezes desconexas. Fique a conhecer o panorama negro que se abateu sobre o nosso pequeno planeta.
Nuno Quental
Já não é novidade afirmar que o estado ambiental e social que o planeta Terra atingiu em consequência da actividade humana é deplorável. Não é novidade, mas ainda assim os decisores políticos de todo o mundo parecem muito renitentes em enveredar por uma agenda cuidadosamente planeada com vista à resolução, ou pelo menos minimização, dos problemas ambientais e sociais que hoje são endémicos em várias regiões do globo.
O principal objectivo deste artigo não é, porém, lançar vaticínios sobre as medidas que se impõem – apesar de se tratar de uma tarefa de grande importância – mas antes procurar retratar, de uma forma genérica, o estado deste planeta frágil.
Segue-se uma listagem seleccionada dos principais problemas que hoje enfrentamos em diversas áreas.
Nascimento do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca (1898-1936).
Lorca é o escritor mais universal da sua geração: a sua poesia e, sobretudo, o seu teatro estão amplamente divulgados em todo o mundo. Os seus temas são trágicos: o pressentimento da morte, o amor impossível, a morte de um toureiro. A obra teatral de Lorca baseia-se em três tragédias campesinas e numa comédia de costumes do século XX: “Bodas de Sangre”, “Yerma”, “La Casa de Bernarda Alba” e “Doña Rosita la soltera, o el lenguaje de las flores”
Lorca morreu fuzilado pela guarda civil franquista.
.....começa a apetecer mudar de ares.....
Aqui viaja-se barato!
Aprecie as vistas lá de fora, sempre com o pé cá dentro!
Se gostou muito, tem bom remédio abra a carteira!
Se a carteira está “lisa”, tem bom remédio....
Não! Não vá ao Totta!
Vá às urnas a 13 de Junho e opine.
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral) considerou hoje que os taxistas do aeroporto devem poder cobrar um suplemento tendo em conta que prestam um serviço com maiores requisitos de qualidade.
Florêncio de Almeida, o presidente desta associação, disse ainda que "Estes taxistas são obrigados a prestar um serviço de maior qualidade, que não é compensado se estiverem à espera de clientes uma hora e depois fizerem um transporte de três euros".
O que é que os taxistas definem por qualidade?
Onde está a maior qualidade do serviço?
Qual a diferença entre um serviço que começa no aeroporto ou noutro local qualquer?
Noutras praças não há filas de espera de clientes?
Alguém os obriga a ir para o aeroporto?
Porque é que não se pega o boi pelos cornos? Explicando melhor, porque não se discute a verdadeira questão?
Não é verdade que no aeroporto há dinheiro “mais fácil”?
«A subida dos preços do petróleo beneficia o povo muçulmano», é a mensagem de um comunicado da “al Qaeda” divulgado esta sexta-feira na Internet.
Esta é uma visão simplista, de gente simplista!?!
Será que eles julgam que a economia mundial não vai repercutir o preço do petróleo em todos os produtos que consumimos diariamente (não esquecer que muito do que os árabes consomem vem do exterior).
Será que eles não sabem que as recessões afectam mais duramente as economias fracas e os países menos desenvolvidos?
Acreditam eles, verdadeiramente, que as mais valias ganhas com este aumento do crude vão beneficiar as populações árabes mais desfavorecidas?
Não sabem estes iluminados quem é que mais ganha com a alta do petróleo?
Os fabulosos lucros do petróleo têm contribuído fortemente para o desenvolvimentos dos países árabes? Tem sido usado para o desenvolvimento da sua agricultura, industria, comercio e serviços? O desenvolvimento dos países árabes é proporcional às receitas do petróleo? O povo árabe vive com níveis decentes de conforto? Têm a maioria da população bons níveis de escolaridade? Como tem sido aproveitado o dinheiro do petróleo?
É bom que tenham isso em conta, pois dentro de poucas décadas o ouro negro vai acabar. E depois? Vão viver de quê? Comem pedras?
Quais os verdadeiros interesses da “al Qaeda?
Defender os interesses do povo árabe?
Ou defender os interesses ocultos de uma minoria incógnita?
Eu odeio ir a casamentos, contava-me no outro dia a minha amiga Rosa, porque há sempre aquele momento, no final, em que todas as avós e tias velhas vêm ter comigo, dão-me uma cotovelada e dizem com um ar todo derretido:
- "A seguir és tu!!!"
Só pararam de fazer essa merda... quando eu passei a fazer-lhes a mesma coisa, nos funerais!...
Dia do massacre da Praça de Tiananmen, em Pequim.
Na noite anterior tinham-se reunido nesta praça cerca de um milhão de manifestante, estudante na sua maioria, reivindicando reformas políticas e sociais que implantassem a democracia na China. Por ordem de Deng Xiaoping, o exercito avançou sobre os manifestantes, causando cerca de três milhares de vitimas. Os principais activistas foram presos, alguns executados e outros, ainda hoje, se encontram presos.
Morre o professor e escritor Jorge de Sena (1919-1978).
Em 1977 recebeu o Prémio Internacional de Poesia Etna-Taormina. A nível literário, Jorge de Sena, esteve ligado aos Cadernos de Poesia com José Blanc de Portugal, Rui Cinatti, entre outros. A par da sua escrita poética e ficcional, há a salientar os estudos teóricos sobre literatura portuguesa e inglesa, em especial aqueles que se referem a Camões e a Fernando Pessoa.
Soubemos de fonte segura que, alguém passou os últimos tempos a espiar a preparação de várias selecções estrangeiras para o Euro2004.
As tácticas desenhadas para o campeonato foram coligidas numa sebenta que foi comprada por um prestigiado jornal europeu. O texto enviado para esse órgão de informação caiu, inesperadamente, na nossa caixa de correio.
Por uma questão de desportivismo e para que nenhuma selecção tenha informação privilegiada, decidi a divulgação pública das referidas tácticas.
Aqui ficam elas.
Acabei de ler no Público algo que me surpreendeu.
Alguns extractos da notícia:
«O crescente número de mulheres a entrar nas faculdades de Medicina está a causar apreensão entre alguns sectores da classe médica e das próprias instituições de ensino. Há mesmo quem defenda a criação de quotas para homens, numa tentativa de travar a presença maioritária das universitárias nestes cursos.»
«António Sousa Pereira, médico e presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, é taxativo: se o modelo de ingresso nos cursos de Medicina não for alterado, "terão de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades".»
«Germano de Sousa, o bastonário da Ordem dos Médicos, diz mesmo que, se a situação não se alterar, prevê "muitos problemas" para os próximos anos. O facto de haver áreas da Medicina pouco escolhidas pelas mulheres (como a Urologia e a Ortopedia) não quer dizer que elas não sejam maioritárias em quase todos os colégios de especialidades médicas.»
«O bastonário considera que, para além de homens e mulheres terem formas diferentes de trabalhar, "a maternidade afasta as mulheres do serviço e tira-lhes alguma da capacidade de doação à profissão" .»
«A médica Isabel do Carmo começa por sublinhar que “nunca ninguém se lembrou de quotas quando a situação era inversa”. E recorda a experiência vivida durante a guerra colonial, uma altura em que os homens deixaram algum “espaço” para as mulheres se afirmarem na medicina e em que elas se “mostraram capazes em todas as especialidades e foram tendo filhos”.
O que continua a preocupar Isabel do Carmo é que, havendo hoje tantas médicas, apenas cheguem homens a directores de serviço. O número de mulheres à frente dos serviços dos grandes hospitais, a nível nacional, “é mínimo”, lamenta.»
«A “conversa” das quotas “não faz nenhum sentido”, desvaloriza Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos, sublinhando que não vê qualquer risco ou problema nesta invasão da medicina pelo sexo feminino. Quanto à questão do eventual embaraço sentido pelos homens quando consultam uma urologista, Carlos Arroz contrapõe: “E as mulheres que vão a um ginecologista?” O sindicalista também não vê grandes inconvenientes nas licenças por maternidade, até porque existem “programas de reciclagem e readaptação contínua”. “Que se discuta o ‘numerus clausus’ e a forma de entrada nos cursos de Medicina, tudo bem; agora esta questão não me parece lógica nem pertinente”, defende igualmente Merlinde Madureira, do Sindicato dos Médicos do Norte, para quem este fenómeno traduz apenas “um equilíbrio natural”.»
Nota: os bold são da minha responsabilidade.
Deste breve resumo sobre questões que atormentam a classe médica masculina apraz-me concluir (partindo do princípio que este é o sentimento generalizado por parte da classe médica masculina):
- Os médicos (homens) são machistas
- Estão aflitos porque sentem em perigo as suas regalias dentro da classe
- A classe médica quer continuar a ser gerida num perspectiva masculina
- A fim de não perder regalias, os Senhores Doutores Homens começaram a usar justificações demagógicas
- Onde está a liberdade e a igualdade de direitos e oportunidades consagrados na Constituição e tão apregoados neste nosso Portugal que se pretende moderno e positivo?
Alguma coisa vai mal nestes diagnósticos médicos!
É imperioso realizar alguns exames complementares!
Com dados falseados jamais se chegará a um diagnóstico correcto!
E diagnóstico incorrecto é muitas vezes fatal!
Portugal está em 17º lugar na lista dos 25 países da União Europeia com maior poder de compra, o que significa que antes do alargamento a leste, os cidadãos portugueses eram os mais pobres.
Os dados do departamento de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat, indicam que o PIB por habitante em Portugal é 25 por cento inferior à média da UE alargada a 25 países e 31 por cento inferior à média dos 15 países que integravam a União antes do alargamento a leste.
O Luxemburgo lidera o "ranking" dos mais ricos por habitante da UE,
- Luxemburgo +108%
- Irlanda +31%
- Dinamarca +23%
- Áustria +21%
- Holanda +20%
- Reino Unido +19%
- Bélgica +16%
- Suécia +15%
- França +13%
- Finlândia +11%
- Alemanha +8%
- Itália +7%
- Espanha –5%
- Chipre -17%
- Grécia -21%
- Eslovénia -23%
- Portugal -25%
- Malta -27%
- República Checa -31%
- Hungria -39%
- Eslováquia -49%
- Letónia -58%
- Polónia -54%
- Lituânia -54%
- Estónia -52%
A Grécia o tradicional “último” no tempo da “Europa a 15” já nos passou à frente!
Com a actual retoma em vigor arriscamo-nos a descer mais uns quantos lugares na tabela do poder de compra..
É que o Eurostat compara realidades e não pensamentos.
Morre o cineasta italiano Roberto Rossellini (1906-1977).
Um dos grandes senhores do cinema italiano.
“Roma, Cidade Aberta” (1945) narra a acção da resistência italiana durante a ocupação nazi em Roma, no final da II Guerra - o seu filme mais famoso.
Morte do escritor checo Franz Kafka (1883-1924).
Foi um dos mais influentes escritores de língua alemã do sec. XX, graças aos cuidados do seu amigo Max Brod que assegurou a publicação póstuma dos seus livros.
“O Processo” e “A metamorfose” são as suas obras mais famosas.
Morre o compositor austríaco Johann Strauss (1825-1899).
Strauss dominou por completo a musica vienense do sec. XIX.
Strauss compôs mais de 170 valsas ao logo da sua vida das quais se destaca pela popularidade: Blue Danube (1867), Tales from the Vienna Woods (1868), Perpetual Motion (1869), Roses from the South (1880) e Emperor Waltz (1888).
Talvez porque recentemente (31 de Maio) se comemorou o Dia Mundial Sem Tabaco, os jornais falaram bastante nos malefícios do tabaco, esse cocktail mortífero que destrói a saliva e provoca cancro na boca e nos pulmões e mata que se farta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mata uma pessoa em cada dez segundos. Onze mil todos os dias. Quatro milhões por ano em todo o mundo.
Eu, que já fui um grande fumador, sei que isto de deixar de fumar não é tarefa fácil. Depois de ter experimentado vários métodos, depois de muitas tentativas e fracassos, lá chegou um belo dia em que, sem perceber bem porquê, fumei o último... até hoje. Pessoalmente estou convencido que deixei de fumar porque nunca desisti e a cada fracasso para largar o vício – e foram bastantes – fiz nova tentativa.
Li muita coisa por aí, em especial na net, sobre métodos para deixar de fumar. Também já escutei várias conversas e experiências de algumas pessoas sobre o assunto.
Resolvi armar-me em mestre conselheiro. Ou melhor, queria armar-me em mestre conselheiro e deixar-vos aqui um ou dois guias práticos (com os devidos links e a correspondente publicidade aos autores e proprietários...) para deixar de fumar, que encontrei na net e me pareceram sensatos e úteis. Só que... dizia assim lá por baixo, em minusculas mas dissuadoras letras: proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa.
Olhem, façam como eu, procurem na net, leiam, ponham em prática (custa um bocadinho mas vale a pena) e desintoxiquem-se. Desejo-vos bons êxitos e uns pulmões livres de nicotina e arejados.
Pegando na árvore exótica da Cotada junto-lhe um pouco de fruta exótica e voilá!
(clicando sobre a foto pode apreciar outra perspectiva do fruto)
O índice de leitura e compra de livros dos portugueses desceu dois pontos percentuais, revela um estudo sobre os hábitos de leitura e compra de livros encomendado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) em Março.
Por outro lado a afluência à Feira do Livro de Lisboa tem sido diminuta, o que levou ao seu prolongamento até 10 de Junho. As vendas de livros (off record), parece que estão significativamente abaixo de anos anteriores.
Independentemente dos hábitos de leitura dos portugueses que são baixos em relação à média comunitária, há um factor que está a condicionar fortemente o sector cultural e o livreiro em particular, o poder de compra da população. Em tempos de crise os bens não essenciais são os primeiros a ser riscados do livrinho de compras.
O conceito de “essencial” poderá ser discutível, alguns produtos poderão ou não entrar no cabaz de produtos essenciais, conforme o tipo de família. Uma coisa é certa, penso eu, para a família tipicamente portuguesa (quero dizer, a maioria da população portuguesa), o livro não é um bem essencial.
Estarei errado?
Cerca de 26% dos cidadãos norte-americanos sofre de problemas mentais, indicam os resultados preliminares de um estudo mundial sobre a saúde mental, levado a cabo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Harvard Medical School e publicados esta quarta- feira no The Journal of the American Medical Association.
Será que o Bush está incluído neste grupo mentalmente desequilibrado?
Andará o mundo à mercê de doidos?
E por cá, não os há?
(não nos referimos àqueles que estão certificados pelo Júlio de Matos & companhia)
Quatro lombrigas foram postas em quatro frascos independentes.
- A primeira lombriga foi posta num frasco com álcool.
- A segunda lombriga foi posta num frasco com fumo de cigarro.
- A terceira lombriga foi posta num frasco com esperma.
- A quarta lombriga foi posta num frasco com terra.
Após 24 horas, apuram-se os seguintes resultados:
- A primeira lombriga em álcool - morreu.
- A segunda lombriga em fumo de cigarro - morreu.
- A terceira lombriga em esperma - morreu.
- A quarta lombriga em terra – continuava viva.
Conclusão da experiência :
Enquanto beber, fumar e fizer sexo, não apanha lombrigas!!!
Um amigo sugeriu-me este lugar.
Estas fotos foram tiradas em Pamukkale - Turquia.
Pamukkale significa em português "castelo de algodão", porque é essa a visão que nós temos quando avistamos este local ao longe. Pamukkale são piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que desce em cascata numa colina.
Património Mundial reconhecido pela UNESCO.
Cada trabalhador independente apenas entregou ao Estado 49 Euros de IRS por mês ao longo do ano passado, um valor que contrasta significativamente com os 140 Euros por mês entregues a título de imposto por cada trabalhador dependente, em termos médios.
Será esta uma das farsas a que se referia José Mourinho recentemente?
Morte do compositor e pianista português Viana da Mota (1868-1948).
Estudou com Liszt e Hans von Bullow. Foi professor na Suíça e director do Conservatório Nacional em Lisboa. Foi um executante distinto de Bach e Beethoven.
Nascimento da actriz norte-americana Marilyn Monroe (1926-1962).
Foi um símbolo sexual do cinema dos anos cinquenta.
“Gentlemen Prefer Blondes” (1953), “How to Marry a Millionaire” (1953), “Bus Stop” (1956), “Some Like It Hot” (1959) foram alguns dos seus filmes.
Uma complicada vida sentimental conduziu-a ao suicídio.
Morte do escritor Camilo Castelo Branco (1825-1890).
É um dos maiores escritores portugueses do século XIX.
Nós somos as crianças do mundo.
Nós somos as vítimas de exploração e abusos.
Nós somos crianças de rua.
Nós somos crianças da guerra.
Nós somos as vítimas e os órfãos do HIV/AIDS.
Nós não recebemos educação de boa qualidade e cuidados de saúde.
Nós somos vítimas de discriminação política, económica, cultural, religiosa e ambiental.
Nós somos crianças cujas vozes não estão sendo ouvidas: é hora de sermos levados em consideração.
Nós queremos um mundo adequado para as crianças, porque um mundo adequado para nós é um mundo adequado para todos.
in unicef